Nota da dívida garantida pelo Estado em causa

Moody´s baixou rating da dívida com garantia estatal da CGD, BES, BCP e Banif

AA Caixa e o BES têm nota melhor que a do Estado
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AA Caixa e o BES têm nota melhor que a do Estado Foto: Mafalda Melo/arquivo

A agência internacional Moody´s baixou o rating da dívida com garantia estatal emitida pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), Banco Espírito Santo (BES), Banco Comercial Português (BCP) e Banco Internacional do Funchal (Banif), para níveis também designados no meio financeiro como “lixo”.

De acordo com a nota divulgada pela Moody’s no seu site, o BES e a CGD desceram três níveis, de Baa1 para Ba1, um nível acima do atribuído da dívida do país, enquanto o rating do BCP e do Banif desceram quatro níveis, de Baa1 para Ba2.

A Moody´s tinha descido na terça-feira a nota de dívida soberana portugueses em quatro níveis, de Baa1 para Ba2, mantendo a perspectiva negativa quanto à sua evolução, o que indica que se deverá seguir uma nova descida.

A agência explica que a descida hoje da nota destes quatro bancos se segue à descida da nota da dívida pública, como sucede habitualmente nestas situações, e mantém também perspectiva negativa sobre a sua evolução, indiciando mais descidas no futuro.

O facto de a CGD e o BES terem uma nota da dívida garantida pelo Estado superior à do país é explicada pela agência por dar aos bancos, nestes casos, a nota da República ou a sua nota individual, consoante a que seja mais elevada.

A nota da dívida de longo prazo atribuída pela Moody´s a estes bancos é mais elevada, mas também está em revisão para baixa.

Por sua vez, a agência norte-americana de rating Fitch cortou a classificação do crédito do Banco Popular Portugal de “A” para “A-” no longo prazo, avançando com uma perspectiva de evolução negativa, anunciou hoje a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários portuguesa.

Segundo a Fitch, o corte no Banco Popular Portugal é justificado pela revisão em baixa do rating da “casa-mãe”, em Espanha, e “a elevada probabilidade” de apoio desta em caso de necessidade da instituição que opera em Portugal.

Notícia corrigida às 10h09