Operações policiais decorrem de queixa crime apresentada pelo ex-CEO Miguel Cadilhe

PJ entra em casa de clientes do BPN

A acção policial decorre das queixas-crime apresentadas pelo ex-presidente do BPN/SLN Miguel Cadilhe
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A acção policial decorre das queixas-crime apresentadas pelo ex-presidente do BPN/SLN Miguel Cadilhe José Carlos Coelho (arquivo)

A Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa foi hoje a casa de alguns clientes do Banco Português de Negócios (BPN) e ainda de accionistas da Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o banco antes da sua nacionalização, no quadro das investigações em curso.

O PÚBLICO apurou que a acção policial decorre das queixas-crime apresentadas pelo ex-presidente do BPN/SLN Miguel Cadilhe, que substituiu as anteriores administrações encabeçadas por José Oliveira Costa, actualmente detido, e por Abdool Vakil, que assumiu funções de CEO transitoriamente.

Em causa estão ainda outros factos apurados, entretanto, pela Direcção Central de Combate à Corrupção, liderada por Rosário Teixeira.

O ex-ministro das Finanças chamou em Outubro de 2008 à sede da instituição o Ministério Público (MP) para denunciar vários crimes financeiros praticados por ex-administradores do grupo bancário, tendo apresentado queixa por dolo na gestão. A queixa-crime de Cadilhe foi apresentada contra incertos por burla, abuso de confiança, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Na sequência das auditorias feitas ao BPN, o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários apresentaram também queixas-crime no Ministério Público.

Cadilhe, nomeado para o BPN em Junho de 2008, actuou na sequência de auditorias externas feitas ao grupo, que desde 2005 está a ser alvo de investigações no quadro da Operação Furacão.

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