Web Summit: "Estamos em casa, sem parecer que estamos em casa"

Começa esta segunda-feira o evento que torna Lisboa a capital da tecnologia da Europa.

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Reuters/RAFAEL MARCHANTE

"Estamos em casa, sem parecer que estamos em casa" é como Sara Biscaia caracteriza a realização da Web Summit em Lisboa, que além do título de capital da tecnologia, também pode ser denominada como 'campeã' das línguas.

Com mais de 50 mil participantes de 166 países, este evento faz a trabalhadora da Caixa Geral de Depósitos destacar o convívio sentido a cerca de duas horas do início oficial da conferência mundial, que se mudou de Dublin para Lisboa.

"Ontem fiz o registo no aeroporto e senti que estamos em casa e não estamos. Ou seja estamos, mas há tanta diversidade e há tantas pessoas, realmente parece que estamos. Estamos no mundo", conclui Sara, que há pouco tempo terminou uma pós-graduação em marketing digital e trata por 'tu' a tecnologia no seu dia-a-dia.

Com uma entrada através da iniciativa women in tech (mulheres na tecnologia), a portuguesa já assinalou quais as conferências que não vai perder até quinta-feira.

E além de "oradores de grande prestígio e renome", Sara quer sobretudo aproveitar a "diversidade das temáticas, que vão desde a Inteligência Artificial à Inteligência Emocional relacionada com a tecnologia, marketing e redes sociais".

Do lado de lá do mundo, em relação a Portugal, veio o paquistanês J. Paricha que imediatamente elogia o "tempo fabuloso" de Lisboa e como parecem estar reunidas todas as condições para a Web Summit, a primeira a que assiste.

Nas prioridades do empresário começou por estar a participação do evento, mas como tanta gente a apelidar a capital portuguesa como o "próximo Sillicon Valley da Europa" incluiu na agenda reuniões com directores de faculdades para perceber que "talento" há na cidade. E se esse talento o convencer até pode abrir escritórios por cá.

A trabalhar num "grande grupo industrial", o paquistanês resumiu o seu trabalho a desenvolver aplicações relacionadas com a Internet das coisas e à transformação de fábricas.

"A ver o que o futuro reserva" é a motivação confessada para vir à Web Summit por Ângela Pinheiro, que recentemente terminou o mestrado integrado em engenharia electrotécnica na Universidade do Porto.

Entre o Meo Arena e a FIL, a portuguesa quer "abrir horizontes, fazer novos contactos e conhecer empresas" e "ver o que o futuro reserva". Um futuro que pode ter começado há um ano quando se decidiu registar no evento, depois de receber um email publicitário.

Futuro também é palavra que Vítor Martins, da startup Pet Universal, utiliza para justificar a viagem feita de Aveiro a Lisboa e que foi preparado no calendário do Google.

"De manhã à noite, todos os dias, incluindo hoje e sexta-feira, que já nem faz parte da Web Summit: mas vamos aproveitar para estar com o máximo de pessoas possível. Vamos falar com investidores, potenciais parceiros e outros colegas da área que nos possam ajudar no futuro", responde à Lusa.

E as noites também vão ser aproveitadas nas cimeiras em bares ou em festas porque se "fala de negócios, num ambiente mais descontraído".

Descontracção também era palavra de ordem em redor do recinto do evento, prevendo-se que as enchentes nos registos aconteçam apenas na terça-feira.

As maiores movimentações eram causadas pelas selfies frente de um gigante letreiro encostado a um dos “vulcões” de água do Parque das Nações e à entrada do Meo Arena, onde vão decorrer os primeiros discursos oficiais.

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