Polícia expulsa manifestantes pró-Palestina da Universidade de Columbia

Retirada de 30 a 40 manifestantes aconteceu pouco depois das 2h de Lisboa (21h de terça-feira, na hora local). Dezenas de manifestantes foram detidos.

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Polícia norte-americana detém manifestantes pró-Palestina David Dee Delgado / REUTERS
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Polícia norte-americana detém manifestantes pró-Palestina David Dee Delgado / REUTERS
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Polícia norte-americana detém manifestantes pró-Palestina David Dee Delgado / REUTERS
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A manifestação pró-Palestina que estava a acontecer na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, terminou na terça-feira com a polícia a invadir um prédio administrativo e a realizar cerca de 300 detenções, de acordo com o Mayor de Nova Iorque, Eric Adams. Num comunicado, um porta-voz da Universidade de Colúmbia afirmou que os polícias da cidade de Nova Iorque entraram no campus depois de o estabelecimento de ensino superior ter solicitado ajuda.

Um acampamento montado pelos manifestantes para protestar contra a guerra de Israel contra o Hamas foi esvaziado pela polícia, assim como o Hamilton Hall, edifício que foi tomado pelos manifestantes na segunda-feira à noite.

“Depois de a universidade tomar conhecimento durante a noite de que o Hamilton Hall havia sido ocupado, vandalizado e bloqueado, não tivemos escolha”, refere o comunicado da Universidade de Columbia.

“A decisão de entrar em contacto com a polícia de Nova Iorque (NYPD) foi em resposta às acções dos manifestantes, não à causa que defendem. Deixamos claro que a vida no campus não pode ser interrompida indefinidamente por manifestantes que violam as regras e a lei”, sublinhou a nota.

O porta-voz da NYPD, Carlos Nieves, disse não ter relatos imediatos de quaisquer feridos.

As detenções ocorreram depois de os manifestantes terem ignorado um ultimato anterior para abandonarem o acampamento na segunda-feira ou seriam suspensos.

Esta quarta-feira, confrontos eclodiram à margem das manifestações pró-palestinianos no campus da Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, segundo imagens transmitidas pela televisão norte-americana. A polícia de Los Angeles “respondeu imediatamente ao pedido (das autoridades universitárias) de ajuda no campus”, escreveu um porta-voz da cidade na rede social X.

Já no City College de Nova Iorque, os manifestantes mantinham-se num impasse com a polícia do lado de fora do portão principal da faculdade pública. Um vídeo publicado nas redes sociais na noite de terça-feira mostrou polícias a imobilizar algumas pessoas no chão e a empurrar outras, enquanto afastavam pessoas das ruas e calçadas. Muitos manifestantes detidos foram expulsos da cidade e colocados em autocarros.

Um acampamento na faculdade está montado desde quinta-feira. Depois de a polícia ter chegado ao campus na terça-feira, os agentes da NYPD baixaram uma bandeira palestiniana que estava no mastro do City College, enrolaram-na e jogaram-na no chão antes de hastear a bandeira norte-americana.

Já a Brown University chegou a um acordo na terça-feira com os manifestantes no seu campus em Rhode Island. Os manifestantes disseram que encerrariam o seu acampamento em troca dos administradores votarem para considerar o desinvestimento de empresas que apoiam Israel.

Pela primeira vez, uma faculdade dos EUA concorda em votar sobre o desinvestimento diante dos protestos contra a guerra de Israel na Faixa de Gaza.

A polícia entrou noutros campus nos Estados Unidos nas últimas duas semanas, levando a confrontos e mais de mil detenções. Em casos mais raros, os responsáveis universitários e os líderes dos protestos chegaram a acordos para restringir a perturbação da vida nas universidades e das próximas cerimónias de formatura.

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