EUA e Reino Unido anunciam novas sanções contra o Irão

Nas listas estão pessoas e entidades ligadas aos Guardas da Revolução e à produção de drones.

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O Presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou as sanções em comunicado Elizabeth Frantz / REUTERS
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Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira novas sanções contra o Irão, com o Presidente Joe Biden a acrescentar que os líderes do G7 estavam empenhados numa acção em conjunto para aumentar a pressão económica sobre Teerão. O Reino Unido anunciou também sanções a organizações e responsáveis militares iranianos em coordenação com os EUA.

“As sanções visam líderes e entidades ligadas aos Guardas da Revolução, ao Ministério da Defesa do Irão e ao programa de mísseis e drones do Governo iraniano que permitiu este ataque descarado, disse Biden, em comunicado. “E os nossos aliados e parceiros têm emitido ou irão emitir sanções e mais medidas para restringir os programas militares desestabilizadores do Irão.”

O Departamento do Tesouro declarou que as medidas dos EUA visavam 16 indivíduos e duas entidades que permitem a produção de drones iranianos, incluindo tipos de motores que alimentam os Shahed, que foram usados no ataque de 13 de Abril.

Na lista estão ainda cinco empresas que forneciam componentes para a produção de aço à Khuzestan Steel Company (KSC), do Irão, um dos maiores produtores de aço do país, ou que adquiriam produtos de aço à KSC.

Do lado do Reino Unido, foram anunciadas uma série de sanções, incluindo congelamento de bens e proibição de viajar que visam o ministro da Defesa do Irão e outras figuras e organizações militares, como o Estado-Maior das Forças Armadas e a Marinha dos Guardas da Revolução.

“O ataque do regime iraniano contra Israel foi um acto imprudente e uma escalada perigosa”, declarou o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, em comunicado. “Hoje sancionámos os chefes das forças militares iranianas responsáveis pelo ataque do fim-de-semana.”

“O comportamento do Irão é inaceitável”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, David Cameron, à margem de um encontro do G7 em Itália. As sanções são “uma mensagem para Israel de que queremos ter o nosso papel numa estratégia coordenada para lidar com a agressão do Irão".

As sanções britânicas, num total de 13, visam também indivíduos descritos como actores-chave nas indústrias de drones e mísseis do Irão.

O Irão lançou no sábado um ataque sem precedentes contra Israel, com mais de 300 drones e mísseis, numa resposta a um ataque israelita que a 1 de Abril matou um importante comandante dos Guardas da Revolução e mais seis militares num complexo diplomático em Damasco, na Síria.