Os ministros defendem o país, não o PS

Depois desta pose que subtrai uma ministra às suas funções institucionais em favor da defesa do partido, sobram razões para se temer que a arrogância, a prepotência e a inimputabilidade entrem nas rotinas da acção do Governo

Não bastava a contratação do jornalista Sérgio Figueiredo pelo ministério de Fernando Medina para acentuar a sensação de que o Governo está cada vez mais embrulhado no enlevo do poder absoluto da sua maioria. Agora, foi a vez de a ministra da Agricultura produzir uma inacreditável declaração que prova de uma assentada duas tentações perigosas e, por isso, inaceitáveis: que há membros do Governo que se julgam no direito de viver acima da crítica e do escrutínio; e que se sentem mais próximos da defesa do partido que lhes garante a carreira do que em proteger o interesse geral do país que juraram cumprir.

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