No recinto ritual dos Perdigões foi enterrada uma cabeça sem o resto do corpo

Terá sido decapitado o homem cuja cabeça foi encontrada no centro deste complexo circular com mais de cinco mil anos? Ainda é cedo para saber. É preciso estudar os ossos e datá-los. Este é mais um mistério dos muitos que fazem do sítio arqueológico dos Perdigões um lugar fascinante para quem quer saber mais sobre a pré-história.

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O crânio encontrado este Verão numa fossa no centro do recinto circular do sítio pré-histórico dos Perdigões Cortesia: ERA - Arqueologia

Às dez da manhã estão 38 graus à sombra no Monte dos Perdigões, mas os arqueólogos continuam no seu posto, de escova e colherim na mão, recolhendo materiais que, da parte da tarde, hão-de tratar e catalogar quando chegarem à torre da Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz, a pouco mais de dez quilómetros. A campanha de escavações deste Verão, que começou há dois meses e teve dias em que o termómetro subiu aos 46 graus, está praticamente terminada e trouxe com ela novas perguntas e uma descoberta que surpreendeu todos, até António Valera, o director científico – um crânio isolado, que pode ter resultado de uma decapitação, e que parece ter sido cuidadosamente colocado numa fossa no centro do recinto ritual deste sítio em que a ERA Arqueologia trabalha há já 25 anos.

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