Podem as ilhas (reabilitadas) do Porto ser uma arma contra a exclusão?

Proprietários das ilhas já têm ferramentas para as reabilitar sem custos – desde que haja benefício para os inquilinos também. Livro Ilhas do Porto: reabilitar para incluir descreve metodologia e faz proposta para o futuro. Os desafios e esperanças de um projecto municipal onde um arquitecto espanhol foi central

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Projecção de como irá ficar ilha na Rua de São Victor DR

Quando o vereador da habitação da Câmara do Porto se sentou ao lado de Aitor Varea Oro para apresentar o livro Ilhas do Porto: reabilitar para incluir, quis fazer ao auditório uma confidência prévia: entre ele e o arquitecto espanhol que coordenou o livro (e o projecto das ilhas) há uma distância ideológica considerável. Pedro Baganha à direita, Aitor Varea Oro à esquerda. A diferença não foi, no entanto, espartilho para o trabalho conjunto. A autarquia e o arquitecto espanhol encontraram-se na convicção de que as ilhas podem ser uma “oportunidade” e que reabilitá-las é possível (pelo menos parte delas) e desenharam uma metodologia que deu protagonismo às necessidades de quem vive nestas casas e aos problemas estruturais que é necessário resolver. Os proprietários que queiram reabilitar o seu edificado e com ele contribuir para um mercado de arrendamento a preços controlados podem agora fazê-lo sem qualquer custo e com apoio técnico e logístico. Já há duas ilhas com candidaturas aprovadas pelo IHRU – e mais seis nesse processo.

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