Pedro Adão e Silva foi ao Parlamento dizer que “a cultura não é um apêndice” para o Governo

Novo ministro estreou-se no hemiciclo para discutir o Orçamento do Estado na especialidade e admitiu atrasos no Garantir Cultura e que é necessário “período de teste” para o Estatuto dos Profissionais da Cultura. Entre anúncios e promessa de investimento, houve dissensão sobre precariedade, centralismo e touros.

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O ministro Pedro Adão e Silva na manhã desta quarta-feira no Parlamento MÁRIO CRUZ/lusa

Um elefante na sala, uma espécie de carta de intenções e o arrumar a casa depois de meses de interrupção governamental “nefasta” — assim foi a estreia de Pedro Adão e Silva numa audição parlamentar para discutir na especialidade o Orçamento do Estado 2022. Confrontado regularmente pelos deputados com o lastro da sua actividade como comentador político antes de ocupar a pasta de ministro da Cultura, Adão e Silva reconheceu atrasos no programa Garantir Cultura, defendeu um “período de teste” para o Estatuto dos Profissionais da Cultura (EPC) e prometeu um novo estatuto do mecenato, sempre sob a garantia de que “a cultura não é um apêndice” para o Governo. A secretária de Estado da Cultura Isabel Cordeiro descreveu ainda como o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) “vai permitir mudar a face de algumas instituições”.

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