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O futurista Dubai abriu o impactante Museu do Futuro

Com os pés no passado e os olhos no futuro (ou vice-versa), o emirado de todos os superlativos inaugurou esta terça-feira um novo ícone. O Museu do Futuro tem uma arquitectura de impacto e quer ser epicentro da criatividade e da tecnologia mundiais. Liberdade para imaginar?

O Museu do Futuro no Dubai, um formato sem colunas em contraste total com o cenário arranha-ceus Reuters/Dubai Future Foundation
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O Museu do Futuro no Dubai, um formato sem colunas em contraste total com o cenário arranha-ceus Reuters/Dubai Future Foundation

Em terra de superlativos não se faça por menos: é "o edifício mais bonito do mundo". Mas isto é nas palavras do emir do Dubai, Mohammed bin Rashid Al-Maktoum. E há que levar em conta que são as suas palavras que estão inscritas no próprio edifício. De qualquer modo, é notório: o Museu do Futuro é mais um ícone do Dubai, e, por agora, passa a ser a jóia da coroa. Foi inaugurado esta terça-feira, ainda a tempo de acompanhar a Expo Dubai, com um futurista espectáculo luminoso de encher o olho.

"Veja o futuro, crie o futuro" é o mote do museu e uma coisa é certa: a arquitectura é espantosa e, logo à primeira vista, o seu formato surpreende. Em forma de elipse, ou, mais aproximadamente parecendo um "anel" alongado, é decorado com caligrafia árabe: são citações de Al-Maktoum. De outra perspectiva, parece incorporar o formato do crescente a fechar-se sobre si próprio. O projecto é assinado pelo atelier do arquitecto Shaun Killa, sedeado no Dubai, e a construção, que atinge os 77m de altura, é vizinha do Burj Khalifa e de outros arranha-céus – o seu formato também foi pensado para contrastar com este cenário. 

Basta um olhar ao formato do edifício para compreender a sua singularidade, mas esta ainda se agiganta se acrescentarmos que todo o "anel" está suportado por uma estrutura de aço e que não existem colunas internas. "A solidez do edifício simboliza o que, hoje, sabemos sobre como será o futuro. O vazio central representa tudo o que não sabemos", disse o arquitecto Killa ao Al Arabiya News. Já a forma circular quer representar a Humanidade, o monte verde em que assenta, a Terra. No meio está mesmo o futuro. A fachada é de aço inoxidável e engloba mais de mil peças fabricadas por um "robô especializado". 

Sem modéstias, pretende ser "um ícone arquitectónico e cultural" e é gerido pela Fundação do Futuro do Dubai. A arte e engenho interiores também prometem, conjugando as tecnologias mais avançadas, e garantindo o uso das emergentes, para nos levar ao futuro de maneiras várias, das alterações climáticas à exploração espacial (há um simulador), incluindo à lua (e como torná-la numa "produtora" de energia para a Terra). Há salas com protótipos futuristas (quer ver como funciona um implante de 'leitor da mente'?), laboratórios, uma biblioteca genética de milhares de espécies. Até se evocam espaços que se querem ainda mais eternos e cujo contraste com o Dubai não poderia ser maior: é o caso de um piso em que se recria a floresta tropical da Amazónia. As crianças poderão distrair-se com videojogos tornados reais e em que se tornam super-heróis da criatividade. E, surpresa, há um refúgio, um "spa para os sentidos", onde o visitante é encorajado a "desconectar da tecnologia e a reconectar-se com a sua mente, o seu corpo, o seu espírito" (como é que isto se vive na prática ainda estamos para ver).

Apresentado como "um museu vivo", está pensado para "adaptar-se e metamorfosear-se", tanto no tempo, como na sua vida interior, à medida que a forma e conteúdo das suas exposições se forem alterando e evoluindo, explicou o presidente da Fundação do Futuro, Mohammed Al Gergawi. 

O museu quer também servir como uma incubadora de nível mundial para ideias e projectos com aplicação real, atraindo "pioneiros, inventores, criativos e empreendedores" de todas as áreas, refere-se na apresentação do projecto.

O Museu do Futuro começa a receber visitantes esta quarta-feira com bilhetes em redor dos 35 euros (site oficial).

As três frases escritas na fachada do museu 

São assinadas pelo emir do Dubai e, escritas no aço, são elevadas a mandamentos da criatividade. Aqui ficam à su