Nunca vás sozinha a uma cave escura sem luz

O mundo precisava de um quinto Gritos? Ninguém diria que sim. Mas, vai-se a ver, uma fita de terror sardónica é mesmo o que o médico receitou.

Um <i>slasher movie</i> simultaneamente convicto e irónico, consciente da sua própria fórmula
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Um slasher movie simultaneamente convicto e irónico, consciente da sua própria fórmula

“Pergunte-me sobre O Senhor Babadook, Vai Seguir-te, Hereditário ou A Bruxa!”, grita em desespero, logo nos primeiros minutos, a primeira “vítima” de Gritos, confrontada com a chamada telefónica do assassino misterioso que pergunta “qual é o teu filme de terror preferido?”. Como quem pergunta “a sério? Outra vez um franchise? Não tínhamos entrado na era do filme de terror sério, ‘elevado’?”. E como quem diz “não tínhamos deixado Gritos para trás já há uns tempinhos largos?” Pelos vistos, não. “Hollywood anda sem ideias!” grita-se às tantas no filme. “Está na altura de introduzir ideias originais! De voltar à fonte!”

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