O Vietname num restaurante de Paris

Chega este ano a Portugal, finalmente, a obra da encenadora Caroline Guiela Nguyen. E em dose dupla: Saigão e Fraternité, Conte Fantastique. Do passado do Vietname ao futuro da humanidade. O regresso de Thomas Ostermeier e Tónan Quito a visitar Fellini com Filipe Melo são outras paragens obrigatórias.

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Jean Louis Fernandez
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São mais de três horas que se desenrolam em torno de um restaurante chamado Saigão. Um restaurante que ostenta o nome da cidade (hoje Ho Chi Minh) que os seus proprietários, imigrantes, abandonaram para se colocarem a caminho de Paris. É este trânsito, de memórias e de vidas entre França e Vietname, entre colonialismo e independência, entre tempos de guerra e de feridas deixadas por esse conflito, que abastece o espectáculo que Caroline Guiela Nguyen, autora e encenadora francesa, com ascendência vietnamita, criou a partir da sua história familiar mas também das muitas entrevistas que conduziu com a comunidade em que cresceu. É a proverbial questão da História contada através das pequenas histórias. Mas é também a questão das marcas que a História deixa nos corpos que não deixam de carregar consigo feridas, cicatrizes e percursos definidos por conflitos geopolíticos.

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