Quebeque abre a única reserva estratégica de xarope de ácer do mundo para manter os amantes de panquecas felizes

As vendas de xarope de ácer ou xarope de bordo aumentaram desde o ano passado, na altura em que a pandemia se espalhou e levou a que mais pessoas passassem a comer em casa.

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O xarope de ácer é um dos produtos típicos do Canadá Kobby Mendez/Unsplash

Os produtores de xarope de ácer na província canadiana do Quebeque estão a usar mais da metade da única reserva estratégica do mundo de ácer para acompanhar o aumento da procura pelo xarope que se produz a partir da seiva desta árvore, cuja sua folha é o símbolo presente na bandeira do Canadá.

As vendas de xarope de ácer ou xarope de bordo aumentaram desde o ano passado, na altura em que a pandemia se espalhou e levou a que mais pessoas passassem a comer em casa, aponta a associação de produtores deste xarope, a Quebec Maple Syrup Producers (QMSP), o grupo que administra a reserva de árvores.

Além do aumento da procura, este ano, a colheita foi a menor em três anos devido ao clima excepcionalmente quente. O xarope de bordo é feito da seiva de ácer no leste da América do Norte, quando as temperaturas de congelamento e descongelamento alternadas na Primavera ajudam à produção da seiva.

As florestas do Quebeque geram quase três quartos do xarope de ácer do mundo sob um sistema de cotas que é gerido de maneira centralizada. O xarope de ouro da província é tão valorizado que, em 2012, foram roubaram 18 milhões de dólares canadenses (quase 13 milhões de euros).

Este mês, a QMSP anunciou que iria usar mais da metade da reserva, o equivalente a 45 milhões de quilos, no início do próximo ano. “Não há motivo para preocupação: a nossa organização possui as ferramentas adequadas para responder à procurar”, assegura o presidente da associação, Serge Beaulieu.

A Global Strategic Maple Syrup Reserve abrange 24.805 metros quadrados, o equivalente a cinco campos de futebol, garantindo xarope em barris esterilizados de 170 litros. A QMSP também vai aprovar sete milhões de novas torneiras durante os próximos três anos, um aumento de 14%, para impulsionar a produção de xarope, para que nada falte a quem faz panquecas.