Preços da habitação já estão a subir – também em Lisboa

O preço mediano de venda de alojamentos familiares foi de 3497 euros por metro quadrado na capital, no segundo trimestre de 2021.

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Sergio Azenha

Os efeitos da pandemia que chegaram a fazer-se sentir nos preços de venda das casas, nomeadamente em Lisboa, que apresentou valores negativos, já se dissiparam e os preços estão a subir de novo. Apesar de registar um crescimento homólogo inferior à média nacional – no segundo trimestre de 2021 foi de 6,8% (+3,1% no trimestre anterior) , a região de Lisboa recuperou da variação negativa observada no trimestre anterior e apresentou um crescimento homólogo de 1,4%.

Estes dados foram divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, que revela ainda que os municípios onde mais aumentaram os preços de venda de habitação são os da Área Metropolitana do Porto, mais concretamente nos concelhos de Maia (16,8%) e Matosinhos (15,4%). Já o Porto e a Amadora registaram uma variação positiva de 5,1%, ou seja, inferior à média nacional.

De acordo com o INE, no segundo trimestre de 2021, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal foi de 1268 euros/m2. Este valor representa um crescimento de 2,2% face ao primeiro trimestre de 2021 e de 6,8% relativamente ao segundo trimestre de 2020. O aumento da taxa de variação homóloga entre o primeiro trimestre de 2021 e o segundo trimestre de 2021, de 3,1% para 6,8%, segundo o INE, “evidencia uma aceleração dos preços da habitação, interrompendo a desaceleração verificada no último trimestre”.

Lisboa tinha sido o único município com mais de 100 mil habitantes a registar uma taxa de variação homóloga negativa no primeiro trimestre de 2021, variação essa bastante expressiva, de -7,9%. No segundo trimestre, essa taxa passou para terreno positivo, fixando-se nos 1,4%. Lisboa tem o valor mediano mais elevado (3497 euros/m2), seguindo-se Cascais (3040 euros/m2) e Oeiras (2519 euros/m2). O Porto registou um valor mediano de 2189 euros/m2. Matosinhos tem agora um valor de 1882 euros/m2 e a Maia de 1412 euros/m2.

A aceleração de preços registou-se em todas as sub-regiões que tem preços medianos de habitação superiores à media do país: Região Autónoma da Madeira, que cresceu 10,1 pontos percentuais (p.p.), e tem agora um preço por metro quadrado de 1460 euros (euros/m2), a Área Metropolitana de Lisboa, que cresceu 5,6 p.p. e atinge agora os 1757 euros/m2 e a Área Metropolitana do Porto, que aumentou 0,4 p.p. e regista os 1333 euros/m2. A excepção é o Algarve que no conjunto da região apresentou uma quebra de 0,5 pontos percentuais e tem agora um valor de 1875 euros/m2.

Se a análise for alargada às 25 sub-regiões em que o INE organiza a sua informação, pode-se constatar que o crescimento dos preços desacelerou em 12 delas, menos cinco do que no trimestre anterior. O aumento de taxas mais acentuado registou-se na sub-região Beiras e Serra da Estrela (15,6 p.p.) e a maior redução registou-se no Alto Alentejo (-24,9 p.p.)

(Notícia actualizada às 12h20)