PS pede a Marcelo marcação de eleições “o mais rapidamente possível”

Ana Catarina Mendes defende que o Presidente não deve ter em conta “as agendas de cada um dos partidos”. “O país não pode estar à espera das mudanças de lideranças” partidárias.

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Ana Catarina Mendes com António Costa Rui Gaudêncio/Arquivo

A líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, pede que as eleições antecipadas sejam marcadas “o mais rapidamente possível”.

“O melhor agora é, chegados aqui, marcar as eleições o mais rapidamente possível para que o país não esteja durante tanto tempo sem os órgãos [de soberania] a funcionar na sua plenitude”, disse no programa Circulatura do Quadrado da TVI24. Ana Catarina Mendes deu como exemplo dessa necessidade a resposta a um possível agravamento da pandemia no Inverno.

A dirigente socialista considera que o Presidente da República deve decidir com rapidez, mesmo que o PSD esteja em processo eleitoral interno. Marcelo Rebelo de Sousa não deve ter em conta “as agendas de cada um dos partidos”, defende. “O país não pode estar à espera das mudanças de lideranças" partidárias, reforçou.

Ana Catarina Mendes criticou a insistência de Marcelo na marcação de eleições antecipadas, apesar de compreender que o Presidente tenha sinalizado que essa era a sua opção. No entanto, “não valia a pena insistir todos os dias”. E considerou “estranho” que “no meio de um debate parlamentar”, “mesmo tendo sido uma audiência protocolar”, Marcelo tenha recebido o candidato à liderança do PSD Paulo Rangel, o que mereceu críticas do presidente social-democrata, Rui Rio. O encontro, defendeu a socialista, deveria ter sido agendado para uma data posterior à votação na generalidade do Orçamento.

Sobre os ex-parceiros da “geringonça”, Ana Catarina Mendes pensa que “o Bloco de Esquerda há mais de um ano que decidiu que não viabilizava mais um orçamento ao PS”, enquanto o PCP terá achado agora “internamente que este era o melhor momento para ir a eleições”.