Rui Moreira volta a ficar com a Cultura e junta Finanças à Economia e Urbanismo à Habitação

A não-eleição de Fernando Paulo obrigou a uma redistribuição de pelouros por três vereadores.

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Rui Moreira já assinou o despacho da nova organização do executivo municipal Nelson Garrido

Há algumas alterações na organização do novo executivo municipal da Câmara do Porto. Reeleito para um terceiro mandato, Rui Moreira já distribuiu os pelouros pelos seus cinco vereadores e há algumas novidades a destacar, a começar pelo próprio presidente, que vai continuar a tutelar o pelouro da Cultura que agora passa a chamar-se Cultura, Conhecimento e Relações Internacionais.

Para além destes pelouros, ficam directamente dependentes do presidente da autarquia, eleito pelo movimento independente, as seguintes unidades orgânicas: Direcção Municipal da Presidência, Departamento Municipal de Gestão Cultural, Departamento Municipal para Descentralização Administrativa e Polícia Municipal.

Rui Moreira, que já tinha admitido fazer uma redistribuição das pastas no seu último mandato – assumiu esse cenário numa entrevista ao PÚBLICO –, foi mesmo obrigado a reorganizar o novo executivo municipal saído das recentes eleições autárquicas, uma vez que Fernando Paulo, que tutelava a Habitação, a Educação e a Coesão Social, acabou por não ser eleito.

Fernando Paulo, que foi director municipal da presidência, era considerado o “vereador mais bem preparado e com mais experiência política” da actual maioria. Ao que o PÚBLICO apurou, vai fazer uma licença sabática para terminar um doutoramento.

De acordo com o despacho do presidente da Câmara do Porto, a que o PÚBLICO teve acesso, o número dois de Rui Moreira, Filipe Araújo, vai acumular as funções de vice-presidente da Câmara do Porto com os pelouros do Ambiente e Transição Climática e Inovação e Transição Digital.

Catarina Araújo, número três da lista liderada pelo independente à Câmara do Porto, mantém a Juventude, Desporto, os Recursos Humanos e os Serviços Jurídicos e herda o pelouro da Educação, que tinha sido entregue a Fernando Paulo no anterior mandato.

Relativamente a Ricardo Valente, a novidade é que vai ficar com a tutela das Finanças, que estavam com Rui Moreira. À excepção deste pelouro, o vereador, que chegou a integrar a lista de Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto (2013), mantém a Economia e Emprego, o Turismo e Comércio.

Quanto a Pedro Baganha, que entre 2013 e 2017 foi adjunto do socialista Manuel Correia Fernandes na vereação do Urbanismo, é, de novo, o vereador deste pelouro e do Espaço Público, a que se junta agora a Habitação.

Neste mandato, também a vereadora Cristina Pimentel vai ter mais responsabilidades executivas. Ao pelouro dos Transportes e à Protecção Civil junta agora a Acção Social, que esteve com Fernando Paulo.

Rui Moreira recandidatou-se praticamente com a mesma equipa que foi sufragada pelos portuenses há quatro anos, mantendo os sete primeiros nomes da lista para o executivo municipal. Nos 11 primeiros lugares há cinco mulheres, três do CDS e duas independentes. A aposta em novos rostos ficou-se pela lista para a Assembleia Municipal do Porto.