Ex-colaborador de Giuliani condenado por contribuições ilegais para candidatos do Partido Republicano

Lev Parnas foi uma figura central nos acontecimentos que levaram ao processo de destituição de Trump. Mas a condenação actual refere-se apenas a doações ilegais na campanha de 2018.

Foto
Lev Parnas, ex-colaborador do antigo advogado pessoal de Trump, Rudolph Giuliani, CARLO ALLEGRI/Reuters

O antigo colaborador de Rudolph Giuliani, que foi advogado pessoal de Donald Trump, Lev Parnas, foi condenado por violar as leis de financiamento eleitoral durante as eleições de 2018.

Parnas, um empresário americano nascido na Ucrânia, e o seu antigo sócio Igor Fruman, eram acusados de doar dinheiro do empresário russo Andrei Muraviev a candidatos do Partido Republicano em estados em que estavam a tentar obter licenças para gerir empresas de cannabis em 2018.

Parnas também escondeu que ele e Fruman, que se declararam culpados em Setembro, eram a verdadeira fonte de uma doação para um grupo que apoiava o então Presidente Donald Trump. 

Esta sexta-feira, Parnas foi considerado culpado em todas as seis acusações, que incluíam ainda ajudar ilegalmente um estrangeiro a fazer contribuições para uma campanha eleitoral nos EUA, fazer contribuições em nome de outros, e mentir à Comissão Federal de Eleições.

O julgamento num tribunal de Manhattan não teve directamente a ver com Giuliani, mas Lev Parnas e Igor Fruman são ainda suspeitos de terem ajudado o então advogado pessoal do Presidente Trump enquanto este esteve no cargo a montar um caso contra Joe Biden durante a campanha presidencial de 2020.

Parnas foi recrutado por Giuliani para ajudar a encontrar informação sobre Biden e o seu filho Hunter Biden na Ucrânia. Trump é acusado de ter ameaçado suspender ajuda à Ucrânia se as autoridades ucranianas não anunciassem uma investigação aos Biden. Esta acusação serviu de base ao processo de impeachment aberto pelo Partido Democrata na Câmara dos Representantes no final de Setembro de 2019. Parnas e Fruman foram detidos em Outubro de 2019. 

Os condenados ficaram agora em liberdade, depois de o tribunal ter considerado que não havia risco de fuga. Não foi estabelecida uma data para a divulgação da sentença de Parnas, que enfrenta ainda outro julgamento por acusações de fraude, e uma pena máxima de 45 anos de prisão. Fruman deverá ouvir a sua sentença a 21 de Janeiro.