Para que serve um prémio literário?

Em véspera do anúncio dos prémios literários mais sonantes, perguntamos: que efeito têm nas vendas? Até que ponto reflectem ou ditam tendências? Preocupam-se com a ideia de representatividade, ajudam a construir um cânone? Sobretudo, fazem jus à qualidade literária?

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Se fizermos o top 10 de vendas de ficção em Portugal nos últimos cinco anos, a lista é a seguinte: 1.º: Foi Sem Querer Que te Quis, de Raul Minh’Alma; 2.º: Origem, de Dan Brown; 3.º: O Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris, 4.º: Imortal, de José Rodrigues dos Santos; 5.º: Ganhei Uma Vida Quando Te Perdi, de Raul Minh’Alma; 6.º: O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago; 7.º: Escrito na Água, de Paula Hawkins; 8.º: O Mágico de Auschwitz, de José Rodrigues dos Santos; 9.º: Todos os Dias São Para Sempre, de Raul Minh’Alma; 10.º: Durante a Queda Aprendi a Voar, de Raul Minh’Alma. Destes, apenas O Ano da Morte de Ricardo Reis ganhou um conceituado prémio literário, o PEN, em 1984, ano em que foi publicado. Mais tarde, em 1998, voltaria a ganhar relevância quando o seu autor, José Saramago, venceu o Nobel da Literatura.

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