Covid-19 em Portugal: duas mortes e 599 novos casos. Há mais 543 recuperações

O relatório de situação indica que há 415 pessoas internadas, mais sete que no dia anterior, sendo que 83 estão nos cuidados intensivos.

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Paulo Pimenta

Portugal registou, este sábado, duas mortes por covid-19 e 599 casos de infecção, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado neste domingo. O total de vítimas mortais sobe assim para 17.954 e o de infectados ascende a 1.017.456. Há mais 543 doentes recuperados, num total de 1.017.456 recuperações desde o início da pandemia.

O relatório de situação indica que há 415 pessoas internadas, mais sete que no dia anterior, sendo que 83 estão nos cuidados intensivos (o mesmo número de sexta-feira).

A maior parte dos casos foi registada em Lisboa e Vale do Tejo (219 novas infecções ou 36,5%) e, depois, no Norte (208 novos casos, ou 34,7%). Lisboa e Vale do Tejo é a região com o maior número de casos acumulados e de mortes do país: há 412.710 casos confirmados e 7670 óbitos (mais um). O Norte é a segunda: são 409.571 os registos de infecção e 5521 mortes por covid-19 — zero em 24 horas. O Centro contabiliza 142.526 infecções (79 novas) e 3141 mortes (uma em 24 horas). O Alentejo totaliza 38.687 casos (cinco novos) e 1022 mortes (nenhuma em 24 horas). No Algarve, há 42.445 casos de infecção (mais 61) e 458 óbitos (nenhum em 24 horas). A Madeira regista 12.205 casos de infecção (18 novos) e 72 mortes. Já os Açores somam 8801 casos (mais nove) e 42 mortes.

Existem mais 54 casos activos, o que significa que 31.535 portugueses ainda lidam com a doença. Há agora menos 307 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, num total de 28.297.

Os dados do relatório da DGS indicam que, do total de mortes registadas, 9414 são homens e 8540 são mulheres. Das 17.954 pessoas que morreram até à data de covid-19 em Portugal, 11.710 tinham acima de 80 anos, o que corresponde a 65,2%. Das duas mortes contabilizadas este sábado, uma foi registada numa pessoa acima dos 80 anos e outra numa pessoa entre os 70 e os 79 anos.

Os indicadores da matriz de risco, que servem para avaliar o avanço ou recuo no desconfinamento, só são actualizados nos boletins das segundas, quartas e sextas-feiras. Na matriz mais recente, o índice de transmissibilidade – o número de pessoas que são infectadas por alguém – subiu ligeiramente para 0,83 a nível nacional e 0,82 no continente. No balanço anterior, o R(t) era de 1,01 nas duas medições.

A incidência a nível nacional é actualmente de 127,3 casos por 100 mil habitantes. Se tivermos em conta apenas os dados do continente, o indicador está nos 129,7​ casos por 100 mil habitantes. 

Portugal vai avançar para a terceira fase de desconfinamento, o último levantamento de restrições previsto no plano apresentado em Julho pelo Governo. “Estamos agora em condições de avançar para a terceira fase”, disse o primeiro-ministro, António Costa, em conferência de imprensa, depois da reunião do Conselho de Ministros da passada quinta-feira.

O levantamento de restrições tem efeito a partir do dia 1 de Outubro, data em que o país passará do estado de contingência para o estado de alerta. Uma das medidas restritivas que cai é a obrigatoriedade de apresentar o certificado digital covid-19 para se ter acesso ao interior de estabelecimentos de restauração às sextas-feiras ao jantar e aos fins-de-semana. Deixa também de ser necessário apresentar o certificado digital para aceder aos hotéis e a aulas de grupo nos ginásios. Os bares e discotecas poderão abrir a partir de 1 de Outubro, funcionando mediante a apresentação de certificado digital ou teste negativo à covid-19, e os restaurantes deixarão de ter limite máximo de pessoas por grupo. Haverá também o fim das limitações de horários e dos restantes limites de lotação.