PS distribui álcool gel no Porto para “desinfectar” a câmara e as juntas de Moreira

O socialista Tiago Barbosa Ribeiro continua a apontar o foco para a liderança da autarquia. Se não acontecer, os próximos quatro anos serão para ficar no Porto, mas sem acordos para assumir pelouros com Rui Moreira.

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Tiago Barbosa Ribeiro, candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal do Porto LUSA/ESTELA SILVA

Tiago Barbosa Ribeiro continua a driblar um confronto com a ideia de ter sido uma segunda ou terceira aposta do PS para a câmara do Porto. Mas mais convicto está, apesar de as sondagens não lhe serem favoráveis, de que se candidata para ser presidente da câmara do Porto. Outra certeza que tem é de que, se porventura Rui Moreira vencer o terceiro mandato, não fará qualquer acordo com o candidato independente para assumir pelouros do próximo executivo.

Nesta quinta-feira, os dois candidatos chegaram mesmo a cruzar-se numa acção de rua no Bairro da Previdência, em Ramalde, mas não chegaram a olhar-se nos olhos. É esta a distância política que o socialista quer manter no próximo mandato do grupo independente, “seja qual for o resultado”. “Garanto ao meu eleitorado que assim será”, assegura.

Desde que assumiu a candidatura à segunda maior câmara do país colocou a Habitação no plano das prioridades do seu programa, que será apresentado esta quinta-feira à noite. Não seria estranho para o PS ocupar esse pelouro num executivo de Moreira — Manuel Pizarro já o fez no primeiro mandato do independente. Mas Tiago Barbosa Ribeiro assegura manter-se longe dessa hipótese.

A habitação acessível para a classe média ganha protagonismo nos planos que tem para este departamento. Porém, adianta, a habitação social será também alvo de investimento, nomeadamente na melhoria das suas infra-estruturas. O PÚBLICO pergunta se avançar para a prática desta intenção está dependente do dinheiro que, eventualmente, virá do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “Não está”, garante.

Independentemente do resultado das eleições, já sabe qual é o seu destino na câmara portuense: “Ficarei cá os próximos quatro anos.” O tempo que tem passado na rua diz já ter servido para medir o pulso dos portuenses. Desvaloriza a ideia de que não é muito conhecido entre os munícipes e para contar com eles para atingir os seus objectivos nas autárquicas recorreu à ajuda do álcool gel, que tem distribuído nas acções de rua. Pelo menos em Ramalde, onde esteve com o candidato à junta de freguesia, Eduardo Serrão, tem tentado. “Deixo-lhe um frasco de álcool gel para desinfectar a câmara, a junta e as mãos”, ironiza, em conversa com uma munícipe.