Livros em segunda mão, por um futuro sustentável: a Stuff Out encontrou casa em Lisboa

Começou como uma plataforma digital, mas este Verão abriu portas no Príncipe Real. Livraria conta com mais de 3000 exemplares de vários géneros e com um espaço de leitura.

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A livraria abriu portas no início de Julho.
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A livraria abriu portas no início de Julho. STUFF OUT

Directamente da Internet para as ruas de Lisboa. A Stuff Out encontrou casa no Príncipe Real, onde agora convida a entrar quem quiser ler ou comprar um livro usado. Criada por Rui Castro Prole e Pedro Sousa, dois jovens da área da Gestão e Sistemas de Informação, com 24 e 25 anos, respectivamente, começou como uma plataforma de venda de vários tipos de produtos usados. “O nosso objectivo generalista era conseguir abrir uma empresa que se baseasse na economia circular de uma maneira completamente diferente do que existia em Portugal”, começa por contar Rui ao P3.

“Percebemos que havia um mercado que ninguém estava a fazer bem”, afirma o fundador. Ao contrário da maioria das plataformas de compra e venda de produtos em segunda mão que já existiam no âmbito da economia circular, a Stuff Out apresenta-se como um “intermediário a sério”, garantindo “um selo de qualidade de serviço e entrega” que não depende da confiança em terceiros e que conta “sempre com cuidados ecológicos”, explica. Assim, começaram por comprar directamente a vendedores particulares e fazer a revenda dos objectos, mantendo “preços acessíveis” a todos os consumidores.

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Com o tempo, especializaram-se apenas na área da literatura e, desde 1 de Julho, contam com um espaço físico aberto a todos os amantes de livros e, em particular, de obras em segunda mão. Apesar de, para Rui, os livros serem uma “paixão” desde sempre, este afinar de rota não foi propriamente planeado. “Foi uma sorte o negócio caminhar para aí, haver oportunidade e, ao mesmo tempo, um gosto pelos livros”, afirma.

A livraria decorada com um estilo vintage conta com mais de 3000 obras de vários géneros e é também um espaço de leitura “em que as pessoas estão à vontade para pegar num livro e ler durante uma ou duas horas”, estimulando a cultura literária. “Agnósticos” relativamente a este meio de venda, mantêm ainda a plataforma online e o serviço de envio, de forma a “chegar a todas as pessoas”, quer sejam de Lisboa ou de outra zona qualquer.

Geralmente, os livros que ali vão parar às prateleiras são comprados em grandes lotes a pessoas que se querem desfazer deles, vendendo as suas bibliotecas particulares. Por isso, “contam sempre duas histórias”, diz Rui: “A que trazem escrita nas suas páginas e a do seu percurso até chegarem a nós.”

Texto editado por Amanda Ribeiro

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