“E o E.T., o E.T.?”

Era assim Otelo Saraiva de Carvalho e, se de modo nenhum podemos esquecer o resto, ele não deixou de ser um símbolo da Liberdade.

Estive na campanha presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho em 1976, evidentemente. Ele era o estratega do 25 de Abril e da libertação, enquanto Ramalho Eanes, que certamente encarnava uma ordem que a grande maioria do país ansiava após os transtornos do PREC, Processo Revolucionário em Curso, era o homem da “contra-revolução”, de poses que pareciam algo sinistras, com os seus óculos escuros.