E o respeito pela presunção de inocência de Joe Berardo?

O amor à presunção de inocência está totalmente dependente da popularidade do suspeito junto de certas franjas da opinião pública.

Foi o saudoso Saldanha Saches que um dia alertou para o facto de a presunção de inocência não poder ser “uma espécie de banho lustral”, através do qual gente importante se tentava livrar da suspeita de crimes graves e lesivos para a sua reputação. É uma técnica de spin batidíssima, que tem décadas, mas não envelhece: saem notícias pavorosas sobre um político da nossa praça, e logo a presunção de inocência é magicamente invocada pelo próprio, pelo seu partido ou pelos seus amigos, de forma a condicionar o debate público, poupar embaraços e impedir o escrutínio, ainda que tudo isto seja essencial em democracia e não se confunda com as competências de um tribunal.

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