Um caso exemplar de bufaria e desonestidade intelectual

Até quando continuaremos nós a padecer deste infantilismo político e democrático, que nos trata como imbecis e exige que a Velha Senhora seja o Mal Absoluto, mesmo que para isso tenhamos de negar evidências do tamanho de autocarros? Pobre Nuno Palma. E, sobretudo, pobre país.

Nuno Palma é professor da Universidade de Manchester na área da História Económica, e cometeu um pecado imperdoável: veio a Portugal, ao badalado colóquio do MEL, dizer que o Estado Novo combateu o analfabetismo de forma mais competente do que a Primeira República; que convergiu com a Europa em PIB per capita de forma mais eficaz do que em parte substancial da democracia; e que conseguiu diminuir de forma acentuada os índices de mortalidade infantil.