Artista de São Paulo recria pinturas famosas com plástico recolhido em rios e cidades

Eduardo Srur, artista visual e plástico de São Paulo, reproduz as pinturas mais famosas do mundo com plásticos coloridos, recolhidos em rios e ruas da cidade, e alerta para a protecção ambiental.

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Eduardo Srur

O artista brasileiro Eduardo Srur reproduz as obras dos grandes mestres da pintura sem usar uma gota de tinta - apenas pedaços de plástico encontrados em ruas e rios das cidades.

Para a sua última exposição, recriou Picasso, Van Gogh, Monet e Warhol para alertar para a poluição causada pela acumulação de plásticos. “Estas obras permanecerão durante séculos na história da humanidade, assim como o plástico que estamos a deixar na natureza”, disse no seu atelier, em São Paulo, em entrevista à Reuters.

A Grande Onda, de Hokusai, 2019. 60 x 87 cm. Feito com sacos de plástico. Eduardo Srur
Lírios de água em flor, de Monet, 2019. 70 x 80 cm. Feito com sacos de plástico. Eduardo Srur
Abaporu, de Tarsila do Amaral, 2019. 90 x 75 cm. Feito com sacos de plástico. Eduardo Srur
Mona Lisa, 2019, feita com sacos de plástico. Eduardo Srur
Chaleira e Frutas, de Paul Cézanne, 2019. 50 x 60 cm. Feito com sacos de plástico. Eduardo Srur
Noite Estrelada, de Van Gogh, 2019. 74 x 92 cm. Feito com sacos de plástico. Eduardo Srur
O Grito, de Edvard Munch, 2019. 91 x 74 cm. Feito com sacos de plástico. Eduardo Srur
Eduardo Srur a trabalhar no seu atelier, em São Paulo, a 27 de Maio de 2021. REUTERS/Amanda Perobelli
Eduardo Srur a trabalhar no seu atelier, em São Paulo, a 27 de Maio de 2021. REUTERS/Amanda Perobelli
Eduardo Srur a trabalhar no seu atelier, em São Paulo, a 27 de Maio de 2021. REUTERS/Amanda Perobelli
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Eduardo Srur

Os quadros de Eduardo Srur, para a colecção Natureza Plástica, ficarão em exposição em São Paulo, na galeria que pretende inaugurar no bairro Cidade Jardim, no segundo semestre de 2021.

O artista visual e plástico é reconhecido pelo trabalho de sensibilização sobre o meio ambiente, criando enormes instalações em espaços públicos de São Paulo, e levando-as, muitas vezes, para os rios altamente poluídos da cidade.

Durante a pandemia, Srur voltou a focar-se no trabalho dentro do atelier, onde trocou os pincéis de pintura por um par de pinças, que usa para passar pedaços de plástico colorido por buracos numa tábua e construir imagens, uma técnica que aperfeiçoa desde 2019. Há dois anos, pintou Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, com sacos retirados do rio Pinheiros, em São Paulo. 

O plástico domina tudo e todos hoje em dia, por isso, nesta colecção, crio obras de arte que não têm tinta nem cola, apenas pedaços de sacos de plástico que acabam por criar a imagem que se vê”, explicou.

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Eduardo Srur no seu atelier em São Paulo, a 27 de Maio de 2021. REUTERS/Amanda Perobelli