As portas do paraíso (eléctrico)

Um homem e a sua época, mas numa atmosfera semi-onírica, semi-teatralizante, em flashes e fragmentos onde o artifício é regra.

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Menos um elogio pasmado do visionarismo de Nikola Tesla, o inventor, do que uma elegia
,Nikola Tesla
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Figura excêntrica no cinema americano das últimas décadas, Michael Almereyda (que por alguma coincidência estranha tem o mesmo nome do pai de Jean Vigo) andou sempre numa órbita entre a marginalidade, nos temas e nos modos de fazer, e as imediações do mainstream — como uma espécie de sub-Lynch, cineasta com quem foi comparado nos seus inícios, que nunca tivesse caído no goto nem, a bem da verdade, alguma vez tivesse dado boas razões para que isso acontecesse. Mas não é desprovido da sua singularidade, como não é este Tesla, em que finalmente concretiza o seu primeiro argumento profissional, escrito nos anos 80 (Jerzy Skolimowski, que estava na fase final da sua aventura americana, chegou então a estar alinhado para o filmar). É um biopic do célebre inventor de origem croata, muito mais conhecido hoje do que nesses anos 80 (por causa da sua “premonição” da internet e, claro, por causa de Elon Musk), que se distingue à partida por não ser uma mera reconstituição telefilmesca a devolver, à custa de décors e guarda-roupa, o homem e a sua época.