Covid-19 já fez mais de três milhões de mortos em todo o mundo. Portugal é o 28.º país com mais óbitos

Em apenas três meses, mundo registou mais um milhão de óbitos. Portugal é o 28.º país do mundo com maior número de mortes causadas pelo vírus.

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Coveiros com equipamento de proteção individual (EPI), incluindo fatos protectores, enterram um caixão no cemitério de Vila Formosa (Brasil), a 22 de Maio de 2020 AMANDA PEROBELLI/REUTERS

O vírus SARS-CoV-2 já fez mais de três milhões de mortos em todo o mundo, de acordo com a mais recente actualização aos números da pandemia. Contam-se 3.001.068 vítimas, segundo ​a contagem independente feita pela universidade norte-americana Johns Hopkins, numa pandemia que já registou mais de 140 milhões de casos de infecção. Demorou apenas três meses para que o número de óbitos subisse de dois para três milhões, num momento em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta para o crescimento “preocupante” de casos de infecção no mundo. 

O primeiro óbito provocado pelo vírus deu-se no dia 9 de Janeiro de 2020: um homem chinês de 61 anos, residente em Wuhan – cidade onde a covid-19 foi inicialmente detectada – morreu após desenvolver uma pneumonia grave causada pela infecção. A pandemia espalhou-se silenciosamente por todo o mundo nas semanas que se seguiram à detecção dos primeiros casos, com a primeira morte fora da China a ser anunciada nas Filipinas, no dia 2 de Fevereiro. Até esse momento, 360 óbitos tinham sido atribuídos ao vírus na China.

O vírus chegaria a Portugal um mês depois, no dia 2 de Março, com a primeira morte a registar-se no país exactamente duas semanas após a detecção da primeira infecção, no dia 16 de Março. Portugal registou 16.937 óbitos, ocupando o 28.º lugar na lista de países com maior número de mortes associadas ao vírus.

Com a subida exponencial de infecções e mortes provocadas pelo vírus nas semanas seguintes, o mundo atingiu as 100 mil mortes em Abril. Cinco meses depois, em Setembro, ultrapassava o milhão de óbitos. A Organização Mundial de Saúde alertava para a possibilidade de o número de vítimas mortais duplicar antes que uma vacina capaz de evitar o desenvolvimento de reacções graves à infecção fosse amplamente distribuída, preocupação que viria efectivamente a acontecer.

A 16 de Janeiro deste ano, o mundo chegou aos dois milhões de mortes, precisando agora de apenas três meses para acrescentar mais um milhão de óbitos a esta contagem, naquele que foi a subida mais acentuada de mortalidade desde o inicio da pandemia.

De acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins, os Estados Unidos, com 566.224 mortes, são actualmente o país com maior mortalidade nesta pandemia. Nesta lista segue-se o Brasil (368.749 mortes), o México (211.693), Índia (175.649) e o Reino Unido (127.472).

O país da União Europeia mais afectado pela pandemia foi Itália: com 116.366 mortes, é o sexto país com maior número de óbitos provocados pelo vírus.