Vacinação com AstraZeneca em Portugal dependerá de posição técnica da UE

Primeiro-ministro insiste que decisão deve depender essencialmente das conclusões dos especialistas e ser adoptada pelos Estados-membros da UE de forma concertada.

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Costa espera que a UE se mantenha unida nesta questão LUSA/PEDRO SARMENTO COSTA

O primeiro-ministro afirmou nesta quarta-feira que a continuação da administração da vacina da AstraZeneca em Portugal dependerá de uma “decisão técnica”, ao nível dos especialistas da Agência Europeia do Medicamento (EMA, no acrónimo inglês). A agência confirmou nesta quarta-feira que as tromboses são efeitos secundários da vacina a AstraZeneca, mas não recomendou a suspensão da sua utilização, por considerar que os benefícios suplantam os riscos.

António Costa, que falava à margem da visita a uma escola em Vila Real, recordou que, ainda esta quarta-feira, haverá uma reunião dos ministros da Saúde da União Europeia e defendeu que a decisão nesta matéria deve ser comum.

“É uma decisão técnica. Bem sei que as pessoas acham que os primeiros-ministros têm de saber tudo. Eu, infelizmente, não sou especialista em vacinas e as decisões cabem aos técnicos. As autoridades nacionais e todos os Estados-membros da União Europeia devem respeitar as decisões da EMA e evitar tomar decisões unilaterais”, afirmou António Costa.

O primeiro-ministro considerou “fundamental que ao nível da União Europeia haja uma actuação coordenada”. “Já ouvimos as mais variadas sugestões de recomendações”, comentou.

Questionado sobre se a vacina da AstraZeneca continuará a ser administrada em Portugal enquanto a decisão técnica final não for tomada, António Costa não respondeu directamente, mas deu a entender que sim: “A EMA procedeu mais uma vez a uma revisão da vacina e tomou as conclusões que são conhecidas”. Essas conclusões foram que são mais as vantagens de vacinar, do que as de não vacinar.

António Costa voltou a apelar aos portugueses para que tomem precauções quanto à covid-19. “Temos de continuar a ter cautela, porque a pandemia não passou (...). Hoje o vírus é diferente do que era há um ano, porque há variantes mais perigosas.”