BPI regressa aos dividendos com pagamento de 13 milhões ao Caixabank

Banco destaca “a robustez do seu balanço” e apoio do accionista para enfrentar 2021, que começou de forma “inesperada”.

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BPI, presidido por João Oliveira e Costa, apresentou resultados de 2020 LUSA/TIAGO PETINGA

O conselho de administração do BPI aprovou a distribuição de dividendos, em Setembro, ao seu único accionista, o grupo financeiro espanhol Caixabank.

Em causa estão 15% dos lucros registados em Portugal em 2020, o que corresponde a 13 milhões de euros. Esse pagamento ocorrerá apenas em Setembro, adiantou esta quinta-feira o presidente da instituição, João Oliveira e Costa, durante a apresentação de resultados do último ano.

Trata-se do regresso à distribuição de dividendos, depois de no ano passado os bancos terem cumprido a recomendação do BCE de não repartir lucros com os accionistas, tendo em conta a crise económica gerada pela pandemia de covid-19.

O responsável lembrou que a decisão do conselho de administração teve “em conta a situação do banco e os termos do Banco Central Europeu”.

Esta quinta-feira, o BPI anunciou lucros de 104,8 milhões de euros, uma queda de 68% face a 2019. Para esta diminuição contribuiu, em parte, a constituição de 151 milhões de euros de imparidades de crédito líquidas.

Em Portugal, o banco registou um lucro líquido de 84 milhões, menos 64% que no exercício de 2019. O contributo das participações minoritárias no BFA e BCI ficaram-se por 38,6 milhões de euros.