Mercado para o local do prédio Coutinho custa nove milhões. E já tem projecto

Espaço vai recuperar traços do antigo mercado que ali existiu, ter dois pisos, com lojas e bancas, e custar nove milhões de euros. Câmara Municipal de Viana do Castelo projecta abertura para 2023, caso a demolição do prédio Coutinho se concretize no Verão de 2022.

construcao-obras-publicas,camara-viana-castelo,urbanismo,viana-castelo,local,ambiente,
Fotogaleria
construcao-obras-publicas,camara-viana-castelo,urbanismo,viana-castelo,local,ambiente,
Fotogaleria
construcao-obras-publicas,camara-viana-castelo,urbanismo,viana-castelo,local,ambiente,
Fotogaleria
construcao-obras-publicas,camara-viana-castelo,urbanismo,viana-castelo,local,ambiente,
Fotogaleria

O futuro que se perspectiva para a frente ribeirinha de Viana do Castelo é, na verdade, um regresso ao passado. No ponto onde o prédio Coutinho se ergue, incomparável perante todo o edificado em redor, já existiu um mercado, que funcionou entre 1892 e 1965. E é ali que deve nascer a próxima versão do mercado municipal vianense. O projecto está concluído e foi apresentado nesta quarta-feira, por videoconferência. O desejo do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo é que ele se torne realidade em 2023, após um investimento de nove milhões de euros. “Espero que, em Maio ou em Junho, se possa lançar a obra a concurso público. Queremos iniciar a construção do novo mercado municipal em 2022 para estar concluído no final de 2023”, disse José Maria Costa, na apresentação.

Pronto a ser discutido e votado na reunião do executivo municipal de 04 de Fevereiro, o projecto aposta na recuperação de “alguns arquétipos existentes no edifício do final do século XIX”, desenhado por Magalhães Moutinho, tais como os “volumes de remate nas esquinas do edifício” e o eixo central entre as fachadas norte, voltada para o centro histórico vianense, e sul, virada para o Lima, refere a nota de imprensa relativa ao futuro equipamento, de dois pisos.

O mercado vai ter 28 lojas, que incluem talhos e cafetaria, e 56 bancas, nas quais se destacam a venda de flores, de hortofrutícolas e de pescado. “Queremos que o pescado de Viana do Castelo seja a grande atractividade, até por causa da comunidade piscatória da cidade”, sugeriu o autarca. Também haverá 160 bancas para a venda da produtos exteriores e espaços para artesanato, produtos regionais e locais e ainda eventos culturais, complementados com uma oferta de 100 lugares de estacionamento subterrâneo. “Os mercados têm enorme importância na vida das cidades, a nível cultural, social e económico. Queremos que este seja um veículo de ligação entre o mundo rural e o mundo urbano”, salientou José Maria Costa.

O presidente da Câmara prometeu tentar financiamento para o novo mercado no quadro de financiamento comunitário para 2030 ou no Plano de Recuperação e Resiliência da União Europeia, assegurando, contudo, que o investimento será feito pelo município caso o projecto não seja elegível para tais fundos.

Coutinho: desconstrução para 2022

A funcionar num espaço provisório junto ao cemitério municipal, cerca de 500 metros a norte do Coutinho, o mercado espera pela desconstrução do prédio de 13 andares para ter nova casa – esse processo é privilegiado face à implosão, por permitir o aproveitamento dos materiais. O adiamento da intervenção, prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, tem causado “empobrecimento ao centro histórico”, lamentou José Maria Costa, um dia depois dos sete habitantes do imóvel terem deixado voluntariamente as suas fracções, face à decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, que considerou improcedente uma providência cautelar para impedir a demolição. Com o imóvel desocupado, José Maria Costa confirmou que a desconstrução, cujo concurso público internacional será lançado na próxima semana pela VianaPolis, vai demorar entre seis a nove meses, tendo conclusão prevista para o Verão de 2022.