MSC suspende cruzeiros no Mediterrâneo “devido às severas restrições à circulação” em Itália

As restrições impostas pelo Governo italiano, sublinha a MSC, “tornam impossível” para os turistas “viajarem de e para qualquer porto de embarque Italiano”.

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MSC Grandiosa e MSC Magnifica Dr

A MSC Cruzeiros foi uma das primeiras grandes companhias a regressar aos cruzeiros, focando-se no Mediterrâneo. Mas a empresa avança que vai “suspender temporariamente as operações” do MSC Grandiosa, que tinha ainda três viagens previstas a partir de dia 20. Pelo caminho, é também adiado o reinício das viagens do MSC Magnifica. A razão prende-se com as novas medidas introduzidas pelo governo Italiano para o período do Natal e Ano Novo”.

As “extensas restrições em toda a Itália tornam impossível para os hóspedes locais e internacionais viajarem de e para qualquer porto de embarque Italiano”, defende a empresa em comunicado. “As novas medidas incluem extensas restrições à circulação das pessoas em todo o país”, refere-se, sendo que o Roma vai restringir “quase por completo não só a circulação dos residentes entre regiões, mas também agora entre cidades e vilas”. 

As medidas serão aplicáveis aos residentes em Itália entre 21 de Dezembro e 6 de Janeiro. Assim sendo, o MSC Grandiosa só volta ao mar a 10 de Janeiro; o MSC Magnifica a 15 de Janeiro. Os navios realizam cruzeiros de sete noites no Mediterrâneo.

Os passageiros que tinham passagens para as viagens canceladas receberão vouchers iguais ao “valor original do pacote do seu cruzeiro” e “um crédito a bordo reembolsável entre 100 e 400 euros por camarote, de acordo com a duração do seu cruzeiro”. Os pacotes pré-pagos serão, garantem, “reembolsados automaticamente”. 

Já quanto a outras despesas implicadas na viagem do passageiro, como voos, “a menos que tenham sido reservados com a MSC”, hotéis ou transportes, indica-se que os hóspedes devem entrar “em contacto com os seus agentes de viagens”.

A companhia, que desde a retoma dos cruzeiros em Agosto já terá recebido “mais de 30 mil hóspedes”, defende ainda que tem viajado sob a “protecção do seu abrangente protocolo de saúde e segurança” e que este “mesmo durante as últimas semanas, enquanto a pandemia em terra estava no seu pico mais recente, provou estar a funcionar de forma eficaz na protecção dos hóspedes, da tripulação e das comunidades visitadas pelos navios”.