Noite de Champions com arte, fortuna e altruísmo de Bruno Fernandes

Cristiano Ronaldo também tem motivos para sorrir, com um golo que ajudou a Juventus a garantir um lugar nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Bruno Fernandes celebra em Manchester
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Bruno Fernandes celebra em Manchester Reuters/TOBY MELVILLE
Ninguém pára Haaland, que continua a bater recordes
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Ninguém pára Haaland, que continua a bater recordes LUSA/FRIEDEMANN VOGEL / POOL
O festejo de Ronaldo em Turim
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O festejo de Ronaldo em Turim Reuters/MASSIMO PINCA

Golo aos 7’, num tremendo remate de fora da área – a arte –, golo aos 19’, com ajuda de um adversário – a fortuna – e penálti cedido a Rashford aos 35’ – o altruísmo. Foi assim mais uma noite brilhante de Bruno Fernandes, que, nesta terça-feira de Liga dos Campeões, voltou a ser decisivo num triunfo do Manchester United (4-1 ao Basaksehir).

Estes golos fazem com que o português chegue a um número tremendo: em 35 jogos desde que chegou ao United, em Fevereiro, esteve directamente envolvido em 34 golos (21 marcados e 13 assistências). Nenhum outro jogador na história do clube inglês chegou a este registo num período de tempo semelhante.

O triunfo da equipa de Solskjaer fá-la chegar aos nove pontos no grupo H, mais três do que PSG e Leipzig, cujo duelo resultou num triunfo gaulês por 1-0 (marcou Neymar, de penálti). O Basaksehir, com três pontos, terá a corda na garganta nos últimos dois jogos, mas ainda não está tudo perdido.

Mas nem só de Bruno Fernandes se fez o deleite nacional nesta noite. Cristiano Ronaldo e a Juventus receberam o Ferencváros em Turim e o português chegou aos 21 golos em 21 jogos oficiais pós-confinamento pela equipa italiana.

A Juventus venceu por 2-1, com um golo de Morata aos 90+2’, um resultado sofrido e que deixa tudo fechado no desequilibrado grupo G: Juventus, com nove pontos, e Barcelona, com 12 (vitória 0-4 em Kiev), já não serão alcançados por Ferencváros e Dínamo.

A equipa italiana dominou a partida, com 17 remates e mais de meia-dúzia de disparos à baliza adversária, mas acabou por não ser propriamente competente no ataque à baliza do Ferencváros. Valeu Ronaldo, como em tantas outras vezes, e a “estrelinha” de Morata, que continua num excelente momento de forma (sete golos em dez jogos).

No Barcelona, destaque para a titularidade de Trincão, que jogou 83 minutos fruto de um lugar num “onze” muito remendado: Messi, Busquets, Piqué, Fati, De Jong ou Umtiti não foram à Ucrânia, enquanto Alba e Griezmann saíram do banco.

Haaland não pára

Nota ainda para o que se passou no grupo F. O lote de equipas não é dos mais entusiasmantes (Dortmund com nove pontos, Lazio com oito, Brugge com 4 e Zenit com 1), mas há quem compense a falta de mediatismo do grupo chamando a si os holofotes da Europa.

O fenómeno Erling Haaland, recentemente eleito Golden Boy de 2020, não parece interessado em abrandar e marcou mais dois golos (no triunfo Do Borussia, por 3-0, frente ao Brugge).

Nos primeiros 12 jogos na Liga dos Campeões, Lionel Messi tinha dois golos marcados e Cristiano Ronaldo tinha zero. O avançado norueguês fez o seu 12.º jogo e chegou aos… 16 golos. Sim, 16 em 12 jogos, tornando-se o jogador mais rápido da história a chegar a esta marca (o anterior recorde era de Ruud van Nistelrooy, que tinha precisado de 19 jogos). Goleadores como Messi, Ronaldo ou Raúl precisaram todos de cerca de 30 jogos.

Por fim, destaque para algo raro: depois de quatro conquistas nas últimas sete edições da Liga Europa, é garantido que não será o Sevilha a ganhar a competição em 2020/21.

Os espanhóis garantiram o apuramento para os oitavos-de-final da Champions, no grupo E (tal como o Chelsea), sucesso que impedirá a equipa de Lopetegui de jogar esta edição da Liga Europa e defender o título conquistado.

O próprio clube andaluz brincou com este facto, sugerindo nas redes sociais que as equipas da Liga Europa estão, neste momento, a fazer danças de felicidade e alívio por verem o Sevilha seguir em frente na Champions.