Trump está “muito bem” de saúde, sem ventilador e sem febre

De acordo com os médicos que o estão a acompanhar, Trump não está com dificuldade em respirar, não necessitou de oxigénio e os sintomas que teve estão a melhorar. Questionado sobre a razão pela qual o Presidente foi transportado para o hospital não sendo um caso grave, um dos médicos que o está a acompanhar respondeu: “Porque ele é o Presidente dos Estados Unidos”.

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Reuters/JOSHUA ROBERTS

Os médicos e enfermeiros que pertencem à equipa de profissionais responsáveis pelo tratamento de Donald Trump revelaram este sábado estar “cautelosamente optimistas” com o estado de saúde do Presidente norte-americano apesar de, como dizem, se encontrar “muito bem”. Em conferência de imprensa, o médico Sean Conley começou por afirmar que Trump e Melania “estão muito gratos pelo apoio que todo o mundo lhes tem dado”.

Sean Conley disse estar “extremamente feliz” com o estado de Trump, acrescentando que o Presidente foi transportado ontem para o Hospital Walter Reed, em Maryland, por precaução e para que os médicos pudessem monitorizar a sua condição de perto e providenciar o tratamento necessário. Segundo Conley, na quarta-feira Trump apresentou “uma tosse ligeira, alguma congestão nasal e fadiga”, mas os sintomas “já estão a melhorar” — pelo menos um dia antes de oo diagnóstico ser conhecido do grande público, de acordo com as contas deste médico.

Embora admita que “a primeira semana é decisiva” para o tratamento, a equipa de médicos revelou ainda que Trump não está com dificuldade em respirar, não necessitou de oxigénio e se sente bem (e até pronto para sair do hospital). Além disso, as suas “funções vitais estão normais” e há mais de 24 horas que o chefe de Estado — que está a “receber cuidados multidisciplinares” — não tem febre.

Em relação ao tratamento que lhe está a ser aplicado, um dos elementos da equipa médica revelou que “há 48 horas o Presidente recebeu uma terapêutica especial de anticorpos contra o coronavírus” e que “ontem à noite, recebeu a primeira dose de remdesivir”. “O nosso plano é continuar o tratamento durante cinco dias. O nosso plano para hoje, uma vez que ele está tão bem disposto, é encorajá-lo a comer, a beber, a manter-se hidratado, a sair da cama e a trabalhar”, acrescentou.

“Mantemo-nos cautelosamente optimistas, mas ele está muito bem”, concluiu Sean Conley, que preferiu não avançar, para já, com uma data para a alta hospitalar. O médico mostrou-se, porém, preocupado com a fase inflamatória da doença, entre o sétimo e décimo dias, razão pela qual o Presidente recebeu “algumas destas terapêuticas avançadas mais cedo do que na maioria dos pacientes”.

Sean Conley explicou ainda que a equipa médica avalia diariamente a condição de Trump e a necessidade de este permanecer no hospital, admitindo, porém, que o chefe de Estado poderá eventualmente ser transferido para casa e receber cuidados domiciliários.

O médico explicou ainda que, na tarde de quarta-feira, depois de terem sido avisados que um contacto próximo do Presidente norte-americano estava infectado, repetiram o teste, tendo recebido nessa noite a confirmação do teste PCR. Questionado sobre a razão pela qual o Presidente foi transportado para o hospital não sendo um caso grave, Conley respondeu: “Porque ele é o Presidente dos Estados Unidos”.

Quanto a Melania Trump, os médicos revelaram que a primeira-dama dos Estados Unidos está bem e a recuperar em casa e que não há nenhum indicador de que precise de ser hospitalizada.

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