Nove em cada dez recuperados da covid-19 ficam com sequelas, diz estudo

Inquérito online feito a 965 pacientes recuperados da Coreia do Sul indicou que cerca de 91% dos doentes sofriam de pelo menos uma mazela deixada pela doença. Um em cada quatro pacientes refere fadiga ou dificuldade de concentração.

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Reuters/NIAID

Nove em cada dez doentes infectados com o novo coronavírus (SARS-CoV-2) relataram sofrer de sequelas como fadiga, efeitos psicológicos ou perda do olfacto e do paladar já depois de terem recuperado da doença, de acordo com um estudo preliminar realizado na Coreia do Sul.

Num inquérito online feito a 965 pacientes recuperados, 879 (91,1%) responderam que estavam a sofrer de pelo menos uma mazela deixada pela doença, de acordo com Kwon Jun-wook, oficial da Agência de Controlo e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA).

A fadiga foi a sequela mais comum, com 26,2%, seguido de dificuldade de concentração, com 24,6%. Outros efeitos incluem problemas psicológicos ou mentais e perda do paladar ou do olfacto.

Os resultados da pesquisa, realizada por Kim Shin-woo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Kyungpook, em Daegu, vão ser publicados num estudo mais detalhado sobre o tema.

Os resultados deste estudo preliminar surge numa altura em que o número de mortes por covid-19 no mundo ultrapassou o milhão, um marco sombrio numa pandemia que devastou a economia global, sobrecarregou os sistemas de saúde e mudou a forma como as pessoas vivem e interagem. 

Kwon Jun-wook acrescentou também, durante o briefing de apresentação dos resultados do estudo online, que a Coreia do Sul está a realizar uma outra investigação, em conjunto com 16 organizações médicas, sobre potenciais complicações da doença. Este estudo vai recorrer a análises detalhadas das situações clínicas dos doentes recuperados com recurso a tomografias.

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