Opinião

A “guerra preventiva” de Donald Trump não tem limites

A sucessão de actos desesperados que ignoram qualquer preocupação com a legalidade ou com a decência não tem fim. Como escrevia em editorial o Washington Post, o Presidente prepara-se para “desacreditar e negar a escolha dos americanos, se a sua escolha for afastá-lo”.

1. Já não bastava a ansiedade com que os homens e as mulheres de boa vontade no mundo inteiro esperam pela noite de 3 de Novembro na América para saber se o pesadelo terminou. Soma-se agora uma incerteza ainda mais angustiante: quanto tempo vai ser preciso esperar para resolver o mais do que provável imbróglio constitucional que se seguirá, quando Donald Trump se recusar a aceitar os resultados eleitorais. A menos que consiga uma vitória indiscutível – uma probabilidade que todas as sondagens rejeitam, quando faltam 45 dias para as eleições.