BE defende regras “que toda a gente possa perceber” em eventos nos próximos meses

Depois de Marcelo Rebelo de Sousa, também Catarina Martins se mostrou preocupada com o 13 de Outubro.

Catarina Martins visitou escola artística
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Catarina Martins visitou escola artística LUSA/PAULO CUNHA

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu nesta quarta-feira a existência de regras “que toda a gente possa perceber” em eventos a realizar nos próximos meses, como a peregrinação do 13 de Outubro em Fátima.

“Vamos ter uns meses complicados e precisamos de ter essa capacidade de diálogo e de enorme pedagogia com a população e de regras que toda a gente possa perceber”, disse Catarina Martins aos jornalistas, em Leiria, à margem de uma visita a uma escola de ensino artístico.

Em resposta a uma pergunta sobre a peregrinação do 13 de Outubro em Fátima, depois de no passado domingo as autoridades terem fechado os acessos ao santuário devido à elevada concentração de peregrinos, Catarina Martins lembrou que o Bloco de Esquerda já tinha solicitado, em Agosto, que a Direcção-Geral de Saúde fosse “mais clara” na forma como se organiza, “tendo em conta os vários eventos que estão previstos”.

“Parece-nos que houve uma comunicação, pelo menos algo deficiente, com a própria população. Porque as imagens que vimos do 13 de Setembro criaram constrangimentos e, naturalmente, todos nós queremos defender a saúde de todas as pessoas”, argumentou a líder bloquista.

“É preciso que haja uma colaboração muito clara entre as várias entidades responsáveis mas também uma comunicação à população sobre o que é que pode ser feito e o que não é possível fazer”, afirmou.

Ainda sobre situações relacionadas com a pandemia provocada pelo novo coronavírus, nomeadamente nas escolas, a coordenadora do BE reafirmou a necessidade da contratação de mais professores, assistentes técnicos e assistentes operacionais.

“Precisaríamos sempre de mais professores para desdobrar as turmas. Mas tendo em conta que temos um corpo docente envelhecido e uma percentagem ainda razoável de professores que pode estar em grupo de risco, a necessidade de contratar mais professores é ainda mais premente”, alegou.

Já a contratação de mais trabalhadores para a escolas justifica-se por não ser possível "organizar o recreio, permitir que as crianças tenham algo tão fundamental como recreio e intervalo em segurança, se não houver mais assistentes operacionais”, argumentou Catarina Martins.

Por outro lado, a coordenadora do BE defendeu “à semelhança do que foi feito noutros países”, também em Portugal “já devia estar à acontecer uma articulação entre o ministério da Educação e autarquias para identificar mais espaços para além das escolas, espaços amplos, espaços públicos, que as escolas também pudessem ocupar para garantirem mais espaço entre os alunos e mais segurança”.

Catarina Martins aludiu, nomeadamente aos exemplos de Barcelona (Espanha), “em que a autarca colocou à disposição espaços da Câmara para as escolas funcionarem” ou na Dinamarca “em que há até indicação para o que possa ser ao ar livre, seja ao ar livre na ocupação de espaços públicos”.

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