Filme Los Fuertes, de Omar Zúñiga, abre 24.º festival Queer de Lisboa

24.ª edição do festival na capital vai realizar-se entre 18 e 26 de Setembro; o Queer Porto 6 decorre também em regime presencial de público, de 13 a 17 de Outubro.

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Los Fuertes, de Omar Zúñiga, é o filme de abertura do festival em Lisboa DR

Los Fuertes, filme de Omar Zúñiga, vai abrir, em 18 de Setembro, o 24.º Festival Internacional de Cinema Queer de Lisboa, enquanto Petite Fille, de Sébastien Lifshitz, foi escolhido para encerrar o evento, anunciou esta terça-feira a organização.

A 24.ª edição do festival vai decorrer entre 18 e 26 de Setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, assumindo, em ano de pandemia de covid-19, “o seu formato presencial, celebrando a ideia de comunidade e socialização dentro das necessárias restrições”, refere a direcção do evento em comunicado.

Da mesma forma, o Queer Porto 6 decorre também em regime presencial de público, de 13 a 17 de Outubro, no Teatro Rivoli e na Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, com o filme Si c'Était de l'Amour, a abrir, e Le Milieu de L'Horizon, a encerrar um evento que contará também com conversas e debates com a presença de convidados.

“Através de um conjunto de termos-chave transversais às muitas expressões da cultura queer, como são o ‘cruising’, ‘sex’, ‘bodies’, ‘play’, ‘skin’ e ‘memory’, o festival celebra o corpo e a sua diversidade sexual – o que estes termos nos ensinam sobre a influência dos nossos contextos vivenciais e sociais e dos lugares que habitamos na construção das nossas idades voláteis”, diz o comunicado da organização.

O júri da competição de longas-metragens será composto pelo artista plástico e poeta André Tecedeiro, pela programadora de cinema Joana Ascensão e pelo actor e realizador Miguel Nunes.

Os títulos em competição serão El Cazador, de Marco Berger, El Príncipe, de Sebatián Muñoz, Las Mil y Una, de Clarisa Navas, Lingua Franca, de Isabel Sandoval, Make Up, de Claire Oakley, Neubau, de Johannes Maria Schmit, No Hard Feelings, de Faraz Shariat, e Vento Seco, do brasileiro Daniel Nolasco.

Na competição de documentários, o júri será composto pela realizadora e antropóloga Catarina Alves Costa, pela apresentadora da RTP Margarida Mercês de Mello e pelo actor e activista Paulo Pascoal, que vão avaliar All We've Got, de Alexis Clements, La Casa dell'Amore, de Luca Ferri, Miserere, de Francisco Ríos Flores, Queer Genius, de Chet Catherine Pancake, The Art of Fallism, de Aslaug Aarsæther e Gunnbjørg Gunnarsdóttir, Toutes les Vies de Kojin, de Diako Yazdani, Vil, Má, de Gustavo Vinagre, e Welcome to Chechnya, de David France.

Os oito títulos a concurso na competição de Queer Art serão Ask Any Buddy, de Evan Purchell, Comets, de Tamar Shavgulidze, Hiding in the Lights, de Katrina Daschner, Judy versus Capitalism, de Mike Hoolboom, Les Nuits dAllonzo, de Antoine Grainer, Padrone Dove Sei, de Michele Schirinzi, Santos, de Alejo Fraile, e El Viaje de Monalisa, de Nicole Costa, que serão avaliados pelo júri composto pelo curador Hugo Dinis, pelo director de fotografia Sérgio Braz d'Almeida e pela coreógrafa e dramaturga Sónia Baptista.

A competição de curtas-metragens tem como júri, este ano, o realizador José Magro, o actor Ricardo Barbosa e a artista e pesquisadora Rita Natálio, que irá avaliar 21 curtas entre as quais se destacam Quebramar, de Cris Lyra, Stray Dogs Come Out at Night, de Hamza Bangash, Babydyke, de Tone Ottilie, Cause of Death, de Jyoti Mistry, Aline, de Simon Guélat, ou The Institute, de Alecxander Glandien.

O mesmo júri da competição de curtas-metragens será responsável por avaliar a competição In My Shorts, de filmes de escolas de cinema europeias como o Doc Nomads, o Centro Sperimentale di Cinematografia, de Roma, a HEAD, de Genebra, a francesa Le Fresnoy, a FAMU de Praga ou a berlinense DFFB.

No Queer Porto 6, o júri oficial da competição será constituído pela jornalista do PÚBLICO Amanda Ribeiro, pelo director de artes performativas da RTP2, Daniel Gorjão, e pelo co-fundador e director artístico do Teatro Plástico, Francisco Alves, que irão avaliar um total de oito longas-metragens de ficção ou documentais. Em competição estarão A Perfectly Normal Family, de Malou Reyman, L'Acrobate, de Rodrigue Jean, Always Amber, de Lia Hietala e Hannah Reinikainen Bergenman, Deux, de Filippo Meneghetti, Dopamina, de Natalia Imery Alamrio, Hombres de Piel Dura, de José Celestino Campusano, Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, além de Rescue the Fire, de Jasco Viefhues.

A par da competição oficial, o Queer Porto 6 terá também a sua competição In My Shorts, que na “Cidade Invicta” é constituída por filmes de escola portugueses e, este ano, contará com produções da Escola Superior de Teatro e Cinema, do Kino-Doc, da Escola Artística Soares dos Reis e da Ar.Co.

A equipa de programação dos dois festivais Queer, de Lisboa e Porto, teve em consideração mais de 1.000 filmes, dos quais 497 foram recebidos como submissões, um número recorde para o festival.

A programação completa ficará disponível no site do festival.

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