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Paulo Pimenta
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Paulo Pimenta
Reportagem

Figueira da Foz: a cidade líquida com uma ilha (quase) desconhecida

O Verão pode estar prestes a dar lugar ao Outono, mas na Figueira da Foz não se tira os olhos do mar. Na cidade onde o areal está a crescer sem mesura, mantém-se a água por janela, no Atlântico ou no Mondego, e com ela se preservam identidades (e conquistam outras).

O caminho faz-se em resistência, fintando o vento que corre solto pelo imenso areal: o mar é uma miragem para além das irónicas barracas de listas azuis e brancas, os passadiços parecem intermináveis. No bar a meio caminho, tudo parece querer soltar amarras e render-se à ventania. No regresso à marginal, a mesma luta: o último sábado de Agosto parece empenhado em não deixar os veraneantes a lamentarem-se pela provável despedida da praia. Pelo contrário: parece querer dizer ide em paz. Não foi a única vez que o vento se intrometeu na nossa estada na Figueira da Foz. No primeiro dia começou a soprar ao final da tarde, mas foi bem-vindo para aliviar o calor; no segundo dia, a aparição foi na mesma altura, porém o sol não aquecia. E, chegados ao nosso último dia, foi companhia constante – assim como um casaco. “É normal que o vento aqui sopre da parte da tarde”, nota Nuno Trovão da Associação de Bodyboard da Foz do Mondego, “hoje está uma manhã invulgarmente ventosa”.