Turmas como “bolhas”, higiene e circuitos. Abrir escolas “é imperativo” para o Governo

“As escolas são e serão efectivamente lugares seguros”, apesar das dificuldades impostas pela covid-19, diz o ministro da Educação.

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Tiago Brandão Rodrigues LUSA/ANTÓNIO COTRIM

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, reafirmou hoje que “abrir as escolas” no próximo ano lectivo “é um imperativo”, garantindo que “todas as condições de segurança” estão a ser criadas tendo em conta a pandemia de covid-19.

“As escolas são e serão efectivamente lugares seguros”, disse Tiago Brandão Rodrigues, que falava aos jornalistas à margem de uma cerimónia de assinatura de protocolos com autarquias, em Vila Nova de Gaia, no âmbito do programa nacional de retirada do amianto das escolas, tendo sido questionado sobre críticas da Federação Nacional de Professores (Fenprof).

“Temos dialogado com as organizações que representam os directores e os trabalhadores, professores, assistentes operacionais. Fizemos um trabalho muito próximo com as confederações de pais, com todos os parceiros e autarquias para podermos preparar o próximo ano lectivo. A Fenprof fala todos os dias de manhã, tarde, noite e madrugada e não faria nada mais se me dedicasse a comentar essas declarações”, disse o ministro da Educação.

O governante reafirmou que a Direcção-Geral da Saúde (DGS) tem “orientações claras” que “apresentam uma multiplicidade de características para darem confiança e segurança às famílias” e descreveu que a disposição das salas terá “determinadas características para que os alunos não estejam frente a frente”.

Tiago Brandão Rodrigues também frisou que as escolas terão “maior higienização pessoal e infra-estrutural, bem como circuitos de circulação” e disse que “as turmas vão funcionar como bolhas”.

“Os alunos vão estar única e simplesmente com os seus colegas”, explicou, acrescentando que as cantinas e bibliotecas terão regras muito especificas” e que têm sido feitos “protocolos e planos de contingência para dar respostas imediatas e concretas”.

O ministro da Educação sublinhou também que “ter crianças em casa durante meses” também “implicaria riscos para a saúde mental e física” e acarreta “implicações económicas e familiares” para depois frisar que em Portugal, ao contrário de outros países, o uso de máscara será obrigatório.

“Todos aqueles que estiverem em ambiente escolar, ao contrário do que acontece em outros países – e vemos aqui ao lado a Espanha que tem uma distância mínima, mas a partir do momento em que essa distância não seja possível de ser cumprida, as pessoas usam máscara o que não é obrigatório lá – nós aqui entendemos que é obrigatório usar máscara e vamos nós fornecer a todos os que trabalham e estudam nas nossas escolas”, afirmou.

Crianças mais novas ou em risco serão “as últimas a sair das escolas”

Também questionado sobre o apoio a crianças com necessidades educativas especiais, Tiago Brandão Rodrigues disse que estas, bem como “as crianças mais novas e as apontadas como crianças em risco” serão “as últimas a sair das escolas”. “Se as autoridades de saúde, em determinado momento, nos disserem que os alunos têm de sair da escola para diminuirmos a propagação, essas serão as crianças com maior acompanhamento”, detalhou.

Já durante a cerimónia, e dirigindo-se a autarcas e directores de escolas de vários concelhos do norte do país, o ministro da Educação referiu que o ano lectivo 2020/2021 “é muito provavelmente, o início de ano lectivo mais complexo de que temos memória”.

“As escolas estão a trabalhar para terem reais planos de recuperação e consolidação de aprendizagem (…) Abrir as nossas escolas é um imperativo social, económico e pedagógico. Por muito que tenhamos necessidade de recorrer a um regime misto ou mesmo não presencial, nada substitui o contacto directo dos professores e das escolas com os alunos”, referiu.

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