Este ano, o Fazunchar volta a mostrar que “a arte urbana não é só das grandes cidades”

O festival Fazunchar regressa de 15 a 23 de Agosto a Figueiró dos Vinhos, em Leiria, alargando-se desta vez a todas as freguesias do concelho. Estão planeados concertos, pinturas de murais, workshops, acções comunitárias e visitas guiadas, pelo que “a expectativa é grande”, conta ao P3 a curadora Lara Seixo Rodrigues, da plataforma Mistaker Maker.

Uma das novidades desta segunda edição é a realização de quatro residências artísticas: na área da música, Surma; no desenho, Francis.co; na fotografia, Rute Ferraz; e, no vídeo, Vasco Mendes, que já em 2019 realizou um filme sobre o festival, que o P3 agora destaca.

Este ano, o jovem realizador continuará a “acompanhar” todo o festival, “passeando pela vila e vendo os pequenos eventos do dia-a-dia”, a verdadeira matéria de inspiração do seu trabalho. O documentário, uma vez mais, tem como objectivo reflectir “a relação entre os artistas e a vila". Ao P3, Vasco adianta ainda que espera que haja "cruzamento de artistas", provocando "contaminação" entre eles.

Este ano, em termos de arte urbana, o Fazunchar conta com nomes como Adamastor (Susana Diniz e Pedro Semeano), Tamara Alves, Mantraste e a britânica Helena Bur. Prova assim que “a arte urbana não é só das grandes cidades”, realça Vasco, além de levantar a discussão sobre a própria localidade de Figueiró dos Vinhos e as “várias gerações” que a povoam. Por exemplo, através de actividades que apelam quer a mais novos, como a mais velhos (como é o caso do projecto Lata 65). 

Em tempos atípicos, Lara reforça que foram adoptadas medidas de segurança apertadas e que "tudo está a ser pensado ao pormenor". "Estamos entusiasmados para voltar de forma redobrada", confessa. Já Vasco, demonstra-se curioso quanto ao desenvolvimento do festival ajustado à "nova normalidade" e espera que as pessoas não deixem de aparecer "por medo". 

Texto editado por Amanda Ribeiro

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