ADSE propõe aumento do preço das consultas

Proposta, já enviada, aguarda agora parecer do conselho geral e de supervisão do instituto que gere o sistema de saúde dos funcionários públicos

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Andreia Carvalho

A proposta de nova tabela de preços já elaborada pelo conselho directivo da ADSE, liderado por Maria Manuela Faria, prevê que as consultas na rede convencionada sejam mais caras, noticiou esta sexta-feira o Negócios.

De acordo com notícia avançada, e segundo a proposta, o valor pago pelo beneficiário aos prestadores privados passaria assim de 3,99 euros para 5,5 euros por consulta, enquanto o preço pago pela ADSE subiria de 14,47 para 19,5 euros.

Ao Negócios, Eugénio Rosa, vogal da ADSE, lembra que os preços não são actualizados há quase duas décadas (tendo o actual processo de revisão da tabela de preços arrancado em Outubro de 2017) e justifica o aumento agora proposto com a necessidade de captar mais médicos para o regime convencionado e, também, de reduzir o recurso ao regime livre, em que os preços são mais elevados.

A ministra da Administração Pública, Alexandra Leitão, anunciou esta semana no Parlamento que a proposta foi agora enviada para análise do conselho geral e de supervisão (CGS), que terá de dar parecer.

No ano passado, a despesa da ADSE com 2,88 milhões de consultas no regime convencionado ascendeu a 42,9 milhões de euros, revela o relatório e contas de 2019, a que o Negócios teve acesso. O aumento foi de 1,9% face ao ano anterior e de 5,9% em dois anos.

A ministra da tutela anunciou também a 8 de Julho que nesse dia foi aberto pelo Governo um período extraordinário de inscrições na ADSE para os novos trabalhadores públicos, no âmbito do programa de regularização extraordinária dos vínculos precários da Administração Pública (PREVPAP), noticiou a Lusa.  

Alexandra Leitão anunciou então que fora aberto “um período extraordinário de regularização de inscrições na ADSE para os trabalhadores que tenham constituído novo vínculo de emprego público, no âmbito do programa de regularização extraordinária dos vínculos precários da Administração Pública (PREVPAP) ou em casos análogos”. “Hoje mesmo [quarta-feira passada] este período será aberto e vigorará até 31 de Dezembro de 2020”, acrescentou a governante.

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