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No Brasil, os estafetas estão em luta. Milhares saíram à rua contra a precariedade

Foi a "primeira grande greve de estafetas de apps" no Brasil e levou milhares para as ruas a 1 de Julho. Luca Meola fotografou o protesto em São Paulo.

©Luca Meola
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Esta quarta-feira, 1 de Julho, em 13 estados do Brasil, milhares de estafetas de aplicações como a Uber Eats, iFood, Rappi, Loggi e James saíram à rua em protesto contra a precariedade laboral. "Esta foi a primeira grande greve de estafetas de apps a acontecer no Brasil", explica Luca Meola, que documentou a manifestação em São Paulo. "Os manifestantes pedem melhores condições de trabalho, preço mínimo por deslocação, medidas de protecção mais eficazes contra a covid-19, uma melhor remuneração e o fim da expulsão indevida das plataformas [quando recusam entregas]", explica o fotógrafo italiano, que reside há vários anos na cidade. 

Em plena pandemia, esta classe, que trabalha "sem um vínculo estável, direitos laborais, subsídio de alimentação ou seguro de saúde, não fugiu da labuta" apesar da ameaça do vírus SARS-Cov-2, adianta Luca; e embora o Governo brasileiro tenha classificado de "essenciais", por decreto, as actividades relacionadas com os serviços de delivery, muitos "denunciam a insuficiência de equipamentos de segurança pessoal, como máscaras e álcool em gel". Por isso, a reboque de um movimento apelidado de "breque das apps", os estafetas decidiram cruzar os braços. "Na era de liberalismo desenfreado, o único direito é não ter direito algum", conclui o fotógrafo.

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