Apple está a seguir iPhones roubados durante motins nos EUA

As lojas da Apple têm sido alvo de saques e vandalismo de oportunistas que se aproveitam da desordem causada pelos protestos que se alastram pelos EUA.

Loja da Apple com vidro partido por protestantes em Los Angelesm
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Loja da Apple com vidro partido por protestantes em Los Angeles Reuters/PATRICK T. FALLON

A Apple está a avisar pessoas a usar iPhones de demonstração roubados em motins nos EUA que “devem entregar os dispositivos” na loja de onde os tiraram, que “os aparelhos foram desactivados”, que “estão a ser seguidos” e que “autoridades serão notificadas”. A mensagem, que está a ser partilhada em fotografias nas redes sociais, é apresentada no ecrã dos telemóveis.

Há muito que os donos de aparelhos da Apple (sejam iPhones, iPads ou iPods) que foram roubados ou perdidos têm a hipótese localizar ou desactivar os seus dispositivos através da aplicação Encontrar. Ao registar um telemóvel como perdido, o dispositivo é bloqueado remotamente e o utilizador pode ver a sua localização num mapa. No entanto, os aparelhos de demonstração da empresa — utilizados em workshops, e exibidos em loja para os clientes experimentarem — são automaticamente desactivados assim que os telemóveis se afastam demasiado da loja onde estavam e o aparelho já não consegue detectar a rede de Wi-Fi.

Questionada pelo PÚBLICO, a equipa da Apple nota que “não comenta estratégias de dissuasão de furtos em loja”. Os programas anti-furto nos aparelhos de demonstração, porém, não são novos e não estão instalados nos aparelhos vendidos ao consumidor.

À semelhança de muitas lojas nos EUA, as lojas da Apple têm sido alvo de saques e vandalismo de oportunistas que se aproveitam da desordem causada pelos protestos que se alastram pelos EUA. Começaram no final de Maio, em Mineápolis, depois de George Floyd, um homem afro-americano, ter sido sufocado por um polícia.

Com isto, muitas das lojas da Apple, que tinham começado a reabrir após encerrarem devido à pandemia da covid-19, voltaram a encerrar. Numa carta aberta, o presidente executivo da Apple, Tim Cook, recorda que “para a união, é preciso que as pessoas se defendam umas às outras e reconheçam o medo, a mágoa e a indignação provocados pela morte injusta de George Flyod.”

Editado 05/06/2020: Acrescentada resposta da Apple

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