Reportagem

Demasiado novo para ser velho: histórias que os números do desemprego não contam

Em Março de 2020, Portugal contava 344 mil pessoas inscritas como desempregadas no IEFP, um aumento de 9% face ao mês anterior. Este número poderia ser 30% mais elevado, se todos os que não têm um trabalho remunerado contassem. Entre estes, os que têm mais de 55 anos são um dos grupos mais vulneráveis.

A pandemia causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 congelou a economia e os sinais de crise são já visíveis, quando se olha para o desemprego, um dos indicadores mais recorrentes para avaliar o desempenho de um país. Entre os dias 1 e 26 de Abril, uma média de 3243 pessoas inscreveram-se diariamente no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). No mesmo período, por dia, houve apenas 134 ofertas de emprego, de acordo com um documento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social a que a Divergente e o PÚBLICO tiveram acesso. E, entre 16 de Março e 27 de Abril, registaram-se 77 mil pedidos de prestações de desemprego (subsídios de apoio social do IEFP).