Covid-19: Groundforce coloca mais de 2400 trabalhadores em layoff

Paragem forçada de grande parte na TAP afecta a empresa de handling que presta assistência nas escalas dos aeroportos.

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Daniel Rocha

A Groundforce Portugal, que presta serviços de handling, vai colocar mais de 2400 trabalhadores em layoff, 69 terão o seu horário de trabalho reduzido e os administradores executivos propuseram uma redução de 30% do salário, anunciou hoje a empresa.

Em comunicado, a Groundforce diz-se “fortemente afectada pela paragem de quase toda a frota TAP” e pelo “decréscimo abrupto” registado em todas as escalas onde opera por causa da pandemia da covid-19 e adianta que as medidas que a empresa vai adoptar foram apresentadas na quarta-feira aos sindicatos.

Entre as medidas decididas pela empresa estão a colocação de 2425 trabalhadores (85,6% do total) em suspensão temporária da prestação de trabalho ao abrigo do layoff simplificado, recebendo todos 2/3 das remunerações fixas mensais.

A empresa diz ainda que 55 trabalhadores (1,9% do total) – das áreas de suporte e chefias operacionais – terão o seu horário normal de trabalho reduzido em 15% e outros 14 (0,5% do total) - das áreas de suporte – terão uma redução do período normal de trabalho, “variável em função das necessidades operacionais, e receberão 2/3 das remunerações fixas mensais”.

Segundo a Groundforce, 324 colaboradores (11,4% do total) ficarão a garantir as operações diárias.

Em comunicado, a empresa adianta ainda que “os directores da empresa terão 20% de redução do período normal de trabalho e os administradores Executivos, voluntariamente, propuseram uma redução de 30% da sua remuneração”.

Citado no comunicado, o presidente da empresa, Paulo Neto Leite considera que esta “é uma decisão difícil, mas necessária para a manutenção da empresa”.

“Garante a protecção dos colaboradores, que são o nosso maior activo, e que tem como finalidade manter a família Groundforce unida e intacta face aos danos e consequências decorrentes deste surto”, considera o responsável, frisando que se está a viver “uma crise mundial sem precedentes”, que afecta a saúde pública de forma muito agressiva, a economia mundial e o sector.

Dos 19.840 movimentos previstos para o mês de Abril, para os quais a empresa tinha dimensionado a operação em equipamentos e recursos humanos, apenas serão realizados 778.

“Esta situação implica uma redução de 96% na actividade da Groundforce”, sublinha a empresa.

A Groundforce salienta ainda que existem vários aeroportos onde a empresa está a operar que não tem previsto qualquer voo, mas lembra que, por prestar um serviço público, terá sempre de “garantir uma capacidade operacional permanente para qualquer eventualidade”.

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