STCP reduz oferta a partir de segunda-feira

Empresa vai accionar a oferta de carreiras correspondente aos dias de sábado. Quebra nos passageiros atinge os 80%

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Medida implica redução de 40% nas frequências diárias dos autocarros Paulo Pimenta

A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto vai reduzir em 40% a sua oferta de carreiras, já a partir de segunda-feira. A rede passará a funcionar com os horários e frequências dos sábados, anunciou a empresa num comunicado no qual justifica esta opção com a diminuição drástica no número de passageiros e os actuais limites à circulação de pessoas.

Segundo a STCP, neste momento, e após ter sido decretado o Estado de Emergência, a quebra no número de validações de títulos de viagem ronda, em muitos períodos, os 80%. Quem ainda tem de andar de autocarro para as deslocações consideradas essenciais vai ter acesso a um nível de serviço menor, mas que corresponde, grosso modo, a 60% por cento da oferta de transporte de um dia útil normal. Aos domingos e feriados o serviço não vai ser, para já, alterado.

“Esta acção faz parte das medidas apresentadas no Plano de Contingência para Pandemias da empresa, que foi devidamente ajustado para o actual surto e que segue os níveis de alerta definidos pela Direcção-Geral de Saúde e Governo”, explica a empresa pública na nota enviada à imprensa. A STCP pede mesmo que os seus clientes reduzam ao mínimo as viagens que venham a fazer, para ajudar a combater a propagação deste novo coronavírus e da doença que lhe está associada, a covid-19.

“A informação relativa à redução de oferta estará disponível nos locais habituais: paragens, no interior dos autocarros, no site e redes sociais da STCP. O horário a ser consultado para os dias úteis e sábados é sempre o de sábado. A opção por este tipo de horário foi no sentido de permitir aos clientes da STCP poderem, com a mesma facilidade, conhecer oferta que irá ser praticada. Isto é, terem pleno conhecimento dos horários de passagem nas diversas paragens, reduzindo os tempos de espera pelas viagens pretendidas”, explica a empresa.

No Porto, também o sistema de metropolitano regista quebras acentuadas na procura que, nalguns casos, têm uma expressão semelhante à verificada na STCP. Contactada pelo PÚBLICO, a empresa pública - cujo serviço é feito em regime de concessão, por um operador privado - esclareceu que aguarda instruções do Ministério do Ambiente e da Acção Climática (que tutela os transportes urbanos), para avançar, ou não, com uma medida semelhante à da STCP.

Com veículos de maiores dimensões - entretanto desinfectados com um produto que tem efeitos biocidas, sobre vírus e bactérias, durante um mês - o sistema de metropolitano consegue garantir, com a actual oferta e o decréscimo abrupto na procura, as distâncias de segurança entre utentes aconselhadas pela Direcção-Geral de Saúde. 

A STCP também reforçou a higienização da sua frota, mesmo ao longo do dia, e principalmente nas carreiras que operam no centro do Porto, mais procuradas, para garantir, dentro do possível, que estas deslocações em transporte público não acabem por se tornar, também elas, num meio de transporte para o vírus que quase paralisou o país.