PCP manifesta preocupação com projeto do novo Hospital Central do Alentejo

A pergunta subscrita pelo líder parlamentar comunista e deputado eleito por Évora, João Oliveira, foi dirigida ao Ministério da Saúde.

A adjudicação da obra do novo Hospital Central Público do Alentejo devia ter ocorrido em Janeiro deste ano.
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A adjudicação da obra do novo Hospital Central Público do Alentejo devia ter ocorrido em Janeiro deste ano. Sara Jesus Palma

O PCP questionou hoje o Governo sobre preocupações relacionadas com o projecto do novo Hospital Central do Alentejo, a construir em Évora, como atrasos no concurso, as medidas para expropriações e o financiamento para acessibilidades.

A pergunta subscrita pelo líder parlamentar comunista e deputado eleito por Évora, João Oliveira, foi dirigida ao Ministério da Saúde, indicou a Direcção da Organização Regional de Évora (DOREV) do PCP, num comunicado enviado à agência Lusa. Segundo a DOREV do PCP, o parlamentar comunista manifestou a sua preocupação com “um novo atraso nos prazos definidos pelo Governo para a adjudicação da obra do novo Hospital Central Público do Alentejo”, a qual “devia ter ocorrido em Janeiro de 2020”.

João Oliveira também pediu informações em relação “à falta de financiamento das componentes das infra-estruturas e acessibilidades” da nova unidade hospitalar, assim como sobre “as medidas relativas às expropriações necessárias”. Na pergunta ao Ministério da Saúde, o deputado do PCP questiona ainda “a falta de constituição de um grupo de trabalho” que integre o Governo, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Câmara de Évora e universidade “com vista à solução de questões associadas à construção” da unidade hospitalar. O Governo é ainda questionado sobre a que componentes da obra do novo hospital se destinam os 11 milhões de euros que estão inscritos no Orçamento do Estado para este ano.

Após vários avanços e recuos, ao longo dos últimos anos, o concurso público internacional para a construção do novo hospital foi lançado no dia 14 de Agosto de 2019. Oito empresas manifestaram interesse em construir a futura unidade hospitalar, mas, segundo o presidente da ARS do Alentejo, José Robalo, o relatório preliminar da fase de qualificação identifica uma, a Acciona, como a única que cumpriu todos os requisitos.

No início deste mês, o deputado do PS Capoulas Santos adiantou à Lusa que “duas das empresas que foram excluídas apresentaram contestação”, esperando que essa questão “seja dirimida” para que “as obras possam ter início em Junho deste ano”.

A construção do novo hospital envolve um montante total superior a 180 milhões de euros, uma vez que aos 150 milhões de investimento previsto, incluindo 40 milhões de fundos europeus, acresce 23% do Imposto sobre o Valor Acrescentado.