Torne-se perito

Ladrão de raspadinhas condenado a cinco anos de prisão suspensa

O arguido, de 29 anos, furtou mais de 250 raspadinhas, no valor de cerca de 700 euros, em várias bombas de gasolina em Águeda.

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Miguel Manso/arquivo

O Tribunal de Aveiro condenou a cinco anos de prisão, com pena suspensa, um homem por vários crimes de roubo e furto de raspadinhas ocorridos em 2018 no concelho de Águeda, que, segundo o Ministério Público, “aumentaram o sentimento de insegurança entre a população”.

O acórdão datado de 3 de Fevereiro, consultado esta terça-feira pela Lusa, refere que o arguido de 29 anos furtou mais de 250 raspadinhas, no valor de cerca de 700 euros, em várias bombas de gasolina. O tribunal deu ainda como provado que o arguido furtou uma bolsa com 470 euros em dinheiro num café, assaltou duas vezes a mesma residência, levando vários electrodomésticos, peças de mobiliário e vestuário, e roubou um telemóvel a um estudante na via pública.

O arguido foi ainda condenado por ter roubado uma carteira com 110 euros a um homem que estava a levantar dinheiro numa caixa multibanco, fugindo numa viatura conduzida por um cúmplice. O principal arguido foi condenado a cinco anos de prisão em cúmulo jurídico por um crime de roubo, seis de furto simples e dois de furto qualificado.

Apesar de já ter várias condenações por condução sem carta (cinco), condução perigosa, desobediência, furto e roubo, o colectivo de juízes decidiu suspender a pena por entender que ainda é possível fazer um juízo de prognose favorável quanto ao seu comportamento futuro.

O colectivo de juízes determinou ainda a revogação da medida de coação de prisão domiciliária a que o arguido estava sujeito deste 27 Março de 2019, quando foi detido. O cúmplice foi condenado a um ano e nove meses de prisão com pena suspensa, por um crime de roubo.

Ambos os arguidos terão de manter a actividade laboral. O principal arguido terá ainda de efectuar controlo da abstinência de consumo de drogas e eventual tratamento se necessário, enquanto o cúmplice terá de sujeitar-se a eventual tratamento ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Os factos ocorreram entre Julho e Outubro de 2018 por todo o concelho de Águeda e segundo o Ministério Público, “aumentaram o sentimento de insegurança entre a população residente”.

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