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Accionistas da Cofina aprovam aumento de capital para comprar dona da TVI

Os accionistas da Prisa, reunidos em Madrid, também deram esta quarta-feira luz verde à venda dos 94,69% da Media Capital.

,Correio da Manhã
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adriano miranda

Os accionistas da Cofina, entre eles os fundadores do grupo, Paulo Fernandes, João Borges de Oliveira e Domingos Vieira de Matos, aprovaram esta quarta-feira a alteração de estatutos que permitirá realizar o aumento de capital necessário para financiar parcialmente a compra da Media Capital, por 123 milhões de euros.

Segundo o comunicado enviado esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), com a alteração estatutária aprovada com 99,48% dos votos, o conselho de administração fica autorizado, “mediante parecer prévio favorável do Conselho Fiscal”, a deliberar o aumento de capital da sociedade “por uma ou mais vezes, por entradas em dinheiro, num montante global máximo” de 85 milhões de euros.

Na reunião esteve representado 74,66% do capital da empresa.

A assembleia-geral de accionistas da Cofina arrancou esta quarta-feira de manhã já com a certeza de que o negócio recebeu parecer positivo dos accionistas da Prisa, que o votaram num encontro extraordinário realizado hoje em Madrid.

A operação de venda da Vertix SGPS, a holding onde estão os 94,69% que o grupo espanhol detém na Media Capital, foi aprovada com 99% dos votos favoráveis, segundo o jornal espanhol Cinco Dias (detido pela Prisa).

O negócio entre a Cofina e a Prisa foi anunciado em Setembro, com um valor de 170 milhões de euros, que entretanto foi revisto em baixa em Dezembro. A transacção avalia o grupo presidido por Luís Cabral em 205 milhões de euros.

A estrutura accionista da Cofina é liderada pela Promendo Investimentos (que tem 19,98% do capital e é liderada por Ana Rebelo de Carvalho Menéres de Mendonça, que também integra a equipa de gestão do grupo), Caderno Azul (15,01%), Actium Capital (13,88%), Livrefluxo (12,09%) e Valor Autêntico (10,02%).

Entre os activos do grupo estão o Correio da Manhã, a CMTV, o Record, o Jornal de Negócios e a revista Sábado.

Quanto à Media Capital, é dona da TVI, da produtora de conteúdos televisivos Plural e das Rádios Comercial e Cidade, entre outros activos.

No final de Dezembro, a Autoridade da Concorrência (AdC) confirmou não se opor à operação que juntará dois dos principais grupos de media portugueses.

“A operação de concentração não é susceptível de criar entraves significativos à concorrência em qualquer um dos mercados relevantes considerados, entre os quais o dos canais de acesso não condicionado para televisão por subscrição, da imprensa e outros conteúdos digitais ou ainda no da publicidade”, explicou então a entidade liderada por Margarida Matos Rosa.

Embora tenha reconhecido que a nova entidade Cofina/Media Capital ficará com “posições de relevo em vários mercados em que está envolvida”, a AdC considerou que essas posições são “prévias à operação de concentração” e que, “nos casos em que existe sobreposição, o acréscimo decorrente” será “pequeno”, não gerando “preocupações jusconcorrenciais”.

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