Nove mortos e 38 feridos graves na operação “Natal e Ano Novo” da GNR

Militares da GNR registaram ainda 580 feridos ligeiros e encontraram 374 pessoas a usarem o telemóvel enquanto conduziam.

Há 4600 militares da GNR a participar diariamente na Operação Natal e Ano Novo
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Há 4600 militares da GNR a participar diariamente na Operação Natal e Ano Novo Ricardo Lopes

Nove pessoas morreram e 38 ficaram feridas gravemente nos mais de 2260 acidentes registados pela GNR desde o dia 20 de Dezembro até às 7h desta segunda-feira, no âmbito da operação “Natal e Ano Novo". Segundo os dados avançados à Lusa pela GNR há ainda 580 feridos ligeiros a registar.

No âmbito da inspecção rodoviária habitual nesta época do ano, foram fiscalizados 45.381 veículos, tendo sido detectadas 13.321 infracções. Os militares da GNR realizaram também quase 41 mil testes de álcool a condutores, dos quais 299 resultaram em contra-ordenação. Em 262 casos os condutores apresentavam uma taxa de alcoolemia considerada crime, ou seja, igual ou superior a 1,2 gr/l. Em relação à velocidade, foram fiscalizados 322.909 veículos e registados 5857 casos de excesso. Foram ainda detectados 374 casos de uso do telemóvel durante a condução.

A operação “Natal e Ano Novo” da GNR arrancou no passado dia 20 de Dezembro, com um reforço do patrulhamento rodoviário nas estradas de maior tráfego do país para prevenir acidentes e garantir a fluidez do trânsito. Para a operação, que termina em 5 de Janeiro, a GNR mobiliza diariamente cerca de 4600 militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais.

Durante este período, os militares da corporação estão “particularmente atentos” ao excesso de velocidade, manobras perigosas, ultrapassagens, mudança de direcção e de cedência de passagem, uso do telemóvel durante a condução, não-circulação na via mais à direita em auto-estradas e itinerários principais e complementares e uso do cinto de segurança.

Em comunicado, a GNR aconselha os condutores a efectuarem um planeamento cuidado das viagens, evitando os períodos do final do dia, quando se prevê maior intensidade de tráfego, a descansarem antes da viagem e, pelo menos de duas em duas horas, ou sempre que sintam necessidade. Quem vai ao volante deve também efectuar paragens de descanso, além de adequar a velocidade às condições meteorológicas, ao estado da via e ao volume de tráfego rodoviário.